- No dia primeiro de maio, autoridades apreenderam três celulares e um computador de um cidadão norte‑americano na chegada ao aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, como parte de uma investigação sobre tráfico internacional de animais silvestres ligado à espécie mico-leão-dourado e outras fauna brasileira ameaçada.
- A apuração envolve possível coordenação para compra de animais ilegalmente traficados para o Vantara, zoológico privado na Índia, ligado ao bilionário Anant Ambani; a ligação direta não foi confirmada pelas autoridades.
- O Vantara informou por meio de porta-voz que não tem relação com a compra de animais ilegais e que Tony Silva não é funcionário da instituição, atuando apenas como contratado independente em consultoria limitada.
- Não há confirmação oficial de envolvimento de Silva com o Vantara; em 2025, o tema foi citado em conferência internacional de avicultura e houve menções em redes sociais por pessoas ligadas ao meio, mas sem evidências oficiais.
- Os equipamentos apreendidos serão encaminhados para exame forense para coletar dados e identificar a rede criminosa transnacional; a investigação continua em aberto.
O governo brasileiro informou que, no dia 1º de maio, autoridades da Polícia Federal apreenderam três celulares e um computador de um cidadão americano ao chegar ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A ação integra uma investigação sobre tráfico internacional de fauna silvestre, com foco em animais de espécies ameaçadas.
Segundo a PF, a apuração envolve o tráfico internacional de micos-de-caita e outras espécies brasileiras, com possível ligação a redes de contrabando que operam entre continentes. A apreensão ocorre no contexto de desdobramentos de uma investigação em andamento.
A identidade do suspeito não foi divulgada pela PF. Ações anteriores apontaram Tony Silva como figura central em acusações históricas de contrabando de aves exóticas, nos Estados Unidos, em 1996. A Polícia Federal não confirmou oficialmente vínculo entre o suspeito e Silva.
Vantara e a suposta ligação com o caso
Silva é apontado por fontes consultadas como possível elo com a Vantara, um mega zoológico privado em Gujarat, na Índia, administrado pela família Ambani. A Vantara negou qualquer relação com a compra de animais ilegais, informando que Silva não é funcionário da instituição.
A Vantara afirmou que Silva atuaria apenas como consultor contratado de forma independente, em atividades limitadas relacionadas a contenção, manejo e nutrição. A organização disse não ter conhecimento de viagens do indivíduo ao Brasil nem de contratos atribuídos a terceiros para questões no país.
Especialistas ouvidas por fontes associadas ao caso indicaram que Silva teria facilitado o envio de animais para a Vantara, incluindo espécies nativas da Amazônia. Não há confirmação oficial de participação direta de Silva em operações de tráfico envolvendo a instituição.
Contexto de casos anteriores e desdobramentos
Entre 2023 e 2025, casos envolvendo micos dourados e araras-lear foram alvo de operações de repatriação e investigação em países como Suriname, Togo e Brasil. As autoridades destacam que a conexão entre Silva e a Vantara não está comprovada de forma oficial.
A Polícia Federal informou que os materiais apreendidos no aeroporto serão encaminhados para exame pericial, com o objetivo de mapear o alcance de uma possível rede criminosa transnacional de tráfico de animais silvestres.
A audiência pública sobre o tema segue em processo. A PF não forneceu novos nomes ou prazos, reiterando que a investigação é contínua e que os dados obtidos serão analisados para esclarecer a situação.
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