- Após reunião com Donald Trump na Casa Branca, Lula afirmou que não tem vocação belicista e que prefere o diálogo à guerra.
- O presidente criticou as guerras no Irã, em Gaza, no Líbano e na Ucrânia, e disse que tudo pode começar de forma rápida, mas ninguém sabe como termina.
- Lula informou que está aberto a discutir Cuba, Venezuela e Irã com Trump e reiterou a cobrança por reforma do Conselho de Segurança da ONU, propondo reunião conjunta entre os cinco membros permanentes.
- Segundo ele, já entrou em contato com Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron para apresentar a proposta de reforma e assistência ao tema.
- O governo destaca também a ampliação de investimentos em defesa, com base na Lei Complementar 221, sancionada em novembro de 2025, que retirou R$ 30 bilhões do teto fiscal para o reaparelhamento das Forças Armadas.
Nesta quinta-feira (7 mai 2026), após uma reunião na Casa Branca com Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter “vocação pelo diálogo” e não pela belicidade. O pronunciamento ocorreu em Washington, em resposta a perguntas sobre mudanças em sua visão de Trump.
Lula ressaltou que não mudará seu modo de agir por uma reunião de três horas, enfatizando a importância do diálogo e do convencimento. O conteúdo também abordou a percepção de que guerras trazem prejuízos maiores do que se prevê.
O petista afirmou ser contra ações bélicas na região do Irã, em Gaza, no Líbano e na Ucrânia. Afirmou ainda que todo conflito tem início fácil, mas desfecho incerto, defendendo amplo debate sobre soluções pacíficas.
O presidente mencionou disposição para tratar de Cuba, Venezuela, Irã e demais temas com Trump. Também reiterou a cobrança por uma reforma do Conselho de Segurança da ONU e sugeriu reunião conjunta entre os cinco membros permanentes.
Lula informou que já contatou Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron para apresentar a proposta de reforma. No encontro com Trump, reiterou o apelo e informou que o ex-presidente americano receberia o material para leitura.
Em março, durante reunião com o presidente da África do Sul, Lula destacou a necessidade de fortalecer a defesa nacional. Ele afirmou que, no Sul Global, há avanço de capacidades bélicas próprias e menos dependência de importação.
A conversa destacou ainda o papel do Brasil no aperfeiçoamento de estratégias de defesa. Em novembro de 2025, o governo sancionou lei que retirou R$ 30 bilhões do teto fiscal até 2031 para reaparelhamento das Forças Armadas.
A ideia central é ampliar investimentos em defesa dentro do programa de governo para a reeleição, com foco na soberania nacional frente a tensões geopolíticas. A reunião com Trump também serviu para discutir o tema.
O material divulgado por Lula inclui um acordo nuclear brasileiro-alemão-tantium, apresentado ao capitão norte-americano para avaliação. Trump afirmou que leria o documento na noite em que o recebia.
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