- Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, reuniram-se na Casa Branca por cerca de três horas para tratar de crime organizado, tarifas, minerais críticos e big techs.
- Brasil entregou a Trump uma proposta de cooperação em segurança pública para combater o crime organizado, incluindo combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro.
- Houve divergências sobre tarifas; Lula propôs a criação de um grupo de trabalho para apresentar uma proposta em trinta dias.
- O presidente brasileiro afirmou que não acredita em interferência de terceiros em eleições e que o destino do Brasil é decisão do povo brasileiro.
- Lula entregou a Trump uma lista de autoridades brasileiras proibidas de entrar nos EUA e mencionou o PL da dosimetria, citando impactos potenciais em vistos.
Na Casa Branca, Lula e Donald Trump se reuniram por três horas nesta quinta-feira, 7, para discutir cooperação em segurança, tarifas, minerais críticos e o papel das big techs. O encontro ocorreu em Washington, com foco em agenda bilateral e soberania nacional. O encontro foi visto como positivo por ministros presentes, apesar de divergências em pontos específicos.
Lula entregou a Trump uma proposta de cooperação no combate ao crime organizado, com ênfase em cooperação em segurança pública, combate ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Trump disse que leituras da proposta seriam feitas, e Lula disse que a avaliação seguiria após leitura noturna. O Brasil teme a designação de facções como terroristas pelos EUA, o tema não foi discutido durante a reunião bilateral.
No eixo econômico, o tom foi de tensão em torno de tarifas. Lula afirmou que houve divergências entre governos, destacando números e argumentos de cada lado. O presidente brasileiro propôs a criação de um grupo de trabalho com representantes de ambos os países para apresentar uma solução em 30 dias, buscando um acordo ou flexibilizações mútuas.
Sobre eleições, Lula afirmou que a interferência de estrangeiros é incompatível com a soberania brasileira. O presidente reiterou que a decisão sobre o destino do Brasil é do povo brasileiro e rejeitou qualquer cenário de influência externa. A conversa manteve o respeito institucional entre os dois países.
Ainda neste encontro, Lula entregou a Trump uma lista de autoridades brasileiras proibidas de entrar nos EUA desde o ano anterior, incluindo ministros do STF e familiares de autoridades. A pauta incluiu a possibilidade de revisão de vistos conforme avanços diplomáticos e legais.
O tema dos minerais críticos ganhou destaque, com Lula defendendo marco regulatório que trate o setor como questão de soberania. O Brasil busca atrair investimentos para refino e transformação interna, sem abrir mão de parcerias com EUA, China, Alemanha e outros.
Ao tratar das big techs, Lula reiterou a defesa da entrada de plataformas estrangeiras no Brasil desde que respeitem a regulamentação nacional. O governo brasileiro afirmou que não há proibição, apenas conformidade com normas soberanas aplicáveis ao conteúdo e à IA no país.
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