- Lula e Trump se reuniram na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira, após três horas de conversa, considerada positiva por ambos.
- A deputada Sydney Kamlager-Dove afirmou que o Brasil é parceiro fundamental na América Latina e pediu aproximação entre os governos, criticando gestões anteriores de política externa que teriam fragilizado a democracia brasileira.
- Ela apontou tensões recentes entre os dois países, incluindo tarifas de até cinquenta por cento sobre alguns produtos brasileiros e sanções a autoridades brasileiras, como o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, sob a Lei Magnitsky.
- Segundo a parlamentar, tais medidas geraram ruídos na relação e atritos que poderiam atrair cooperação.
- Lula entregou a Trump uma minuta de combate ao crime organizado em inglês; o presidente americano disse que iria ler a proposta durante a noite, e o tema não foi discutido de modo aprofundado na reunião.
Após o encontro entre Lula e Trump na Casa Branca, a deputada democrata Sydney Kamlager-Dove, copresidente do Brazil Caucus, afirmou que o Brasil continua sendo parceiro fundamental na região e que a relação deve se aproximar, não se afastar. Ela destacou que a mensagem do encontro foi positiva e que a administração americana pode trabalhar para fortalecer a cooperação com o país.
Os chefes de Estado se reuniram na quinta-feira, 7 de maio, em Washington. Após cerca de três horas de conversa, ambos classificaram o encontro como produtivo. Trump elogiou Lula como um homem “bom” e um líder inteligente, enquanto o brasileiro demonstrou otimismo sobre a parceria com os EUA.
Kamlager-Dove ressaltou que a relação bilateral merece diálogo institucional, sem ruídos políticos que possam dificultar a cooperação. Ela afirmou que governos anteriores nos EUA teriam adotado caminhos que enfraquecem a democracia e o Judiciário brasileiro, o que gerou atritos com o Brasil.
Proposta de cooperação e tensões anteriores
A deputada lembrou episódios recentes de tensões entre Brasil e EUA, incluindo tarifas elevadas sobre produtos brasileiros e sanções a autoridades brasileiras, como o ministro do STF Alexandre de Moraes, incluído na Lei Magnitsky. Ela disse que tais medidas prejudicaram a relação.
Kamlager-Dove também mencionou o debate nos EUA sobre designar facções brasileiras como terroristas, tema que o governo brasileiro busca evitar. Lula afirmou que essa pauta não foi discutida na reunião, mas entregou a Trump uma minuta de combate ao crime organizado, apresentada em abril pelo governo brasileiro.
Segundo Lula, a proposta foi entregue em inglês e o republicano teria se comprometido a lê-la durante a noite. A reunião ocorreu após a primeira conversa entre Lula e Trump em cenário internacional, cuja avaliação local apontou avanços na cooperação entre os dois países.
Entre na conversa da comunidade