- Arábia Saudita negou uso de espaço aéreo e bases ao EUA, citando temor de escalada com o Irã.
- Os EUA haviam anunciado planos de escolta de navios pelo estreito de Hormuz, que foram cancelados após a oposição saudita.
- Trump recuou menos de vinte e quatro horas depois do anúncio, em meio a telefonemas com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.
- Riad suspendeu temporariamente as restrições a bases e sobrevoos, mas não autorizou o uso de território no que chamou de “Projeto Liberdade”.
- Irã e EUA discutem proposta para reabrir Hormuz por trinta dias para buscar acordo abrangente; Paquistão atua como mediador.
O governo da Arábia Saudita negou uso do espaço aéreo e de bases no país para a operação de escolta de navios proposta pelos Estados Unidos para o estreito de Hormuz. A medida ocorreu após Donald Trump anunciar, no domingo, que militares americanos dariam suporte à operação.
Hipótese de apoio aos EUA foi frustrada pela suspensão das restrições de bases e sobrevoos, mas Riad não autorizou o uso de território saudita no que foi chamado de “Projeto Liberdade”. A decisão foi tomada após consultas e gerou atraso no plano americano.
Recuo de Trump e mudança de postura
Trump interrompeu a operação de escolta na terça-feira, após telefonemas entre Washington e Riad. O presidente citou avanços em direção a um acordo com o Irã, ainda sem evidências de progresso significativo.
MbS e Washington passaram a buscar caminhos de contenção. Autoridades sauditas, conforme relatos, temiam uma escalada com o Irã caso o plano de escolta ganhasse corpo com o uso do território saudita.
Contexto regional e negociação em curso
Autoridades iranianas informaram que EUA e Irã discutiam uma proposta para reabrir o estreito de Hormuz por 30 dias, como parte de negociações para um acordo abrangente sobre o programa nuclear. A posição de Riad segue sendo de cautela.
Pessoas próximas a autoridades sauditas confirmaram que a Arábia Saudita negou permissão para que forças americanas sobrevoassem o reino durante a missão de escolta, por considerar a operação inadequadamente estudada.
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