- A Coreia do Norte estabeleceu na nova Constituição que, se Kim Jong-un for assassinado ou ficar incapacitado, haverá ataque nuclear automático.
- A medida foi incluída após a morte do aiatolá Ali Khamenei durante a escalada de ataques entre EUA e Israel contra o Irã.
- Na sexta-feira, Kim foi visto inspecionando uma arma com alcance superior a sessenta quilômetros: um novo obuseiro autopropulsado de cento e cinquenta e cinco milímetros, segundo a KCNA.
- O regime mantém Seul como principal adversário e o país continua tecnicamente em guerra com a Coreia do Sul, já que o conflito de cinquenta iniciou em mil novecentos e cinquenta e terminou com um armistício em mil novecentos e cinquenta e três.
- Relatórios indicam endurecimento de punições a cidadãos que consomem conteúdo estrangeiro, especialmente K-pop e dramas sul-coreanos; a Constituição também retirou referências à reunificação, descrevendo o Norte como Estado separado.
O governo da Coreia do Norte revisou sua Constituição para prever resposta nuclear caso Kim Jong-un seja assassinado ou impedido de exercer o cargo. A decisão foi anunciada na quinta-feira (6) pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul. A mudança surge em contexto de tensões regionais acentuadas.
Segundo o órgão sul-coreano, a nova constituição autoriza o recurso automático a armas nucleares em situações de instabilidade envolvendo o governante norte-coreano. A medida é apresentada como resposta a cenários de violência política no país. A alteração foi incorporada após a morte do aiatolá Ali Khamenei durante ataques realizados por EUA e Israel contra o Irã.
Na sexta-feira (8), a Coreia do Norte divulgou imagens de Kim Jong-un inspecionando equipamentos militares. A KCNA informou que o dirigente examinava um novo tipo de obuseiro autopropulsado de 155 milímetros, com alcance superior a 60 quilômetros, considerado uma melhoria para as operações terrestres.
Mudanças constitucionais e implicações
Relatos indicam que a revisão também alterou medidas de endurecimento de punições para cidadãos que consumam conteúdo estrangeiro, especialmente K-pop e produções sul-coreanas. A mudança redefine o Norte como Estado plenamente separado, sem referência à reunificação na Constituição.
Contexto regional
A Coreia do Norte continua a tratar Seul como adversário central, em meio a tensões históricas. O conflito entre as duas Coreias começou em 1950 e terminou em 1953 apenas com um armistício, sem tratado de paz definitivo. Nos últimos anos, a relação bilateral voltou a ficar mais carregada de desconfiança e exercícios militares.
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