- Kalegeya Faruku, de 40 anos, converteu-se ao cristianismo em março após evangelização de um amigo cristão.
- A família muçulmana ficou furiosa e passou a ameaçá-lo, com plano de ir ao Conselho Municipal de Busembatia para ficar com o amigo que o evangelizou.
- Em 17 de abril, ele foi emboscado dentro da residência em Jinja pelos parentes; as mãos foram decepadas enquanto recitavam versos islâmicos, e o pai dele citou a sharia para justificar o ataque.
- Os agressores levaram Kalegeya a uma estrada, cerca de cinco quilômetros distante, e o abandonaram gravemente ferido; foi socorrido por um estranho e levado a uma clínica.
- Ninguém foi preso até o momento; líderes cristãos pedem investigação; Uganda permite liberdade de religião, mas há registro de perseguição a cristãos, com cerca de 12% da população muçulmana, e posição na Lista Mundial da Perseguição de 2026.
Aos 40 anos, Kalegeya Faruku deixou o Islã e se converteu ao cristianismo em março, após ser evangelizado por um amigo. A família muçulmana teria ficado furiosa com a mudança e passou a ameaçá-lo de morte, segundo o Morning Star News.
Faruku buscou abrigo junto ao amigo cristão e planejava viajar até o Conselho Municipal de Busembatia, no distrito de Bugweri, para ficar seguro. Em 17 de abril, ao retornar à casa em Jinja para buscar pertences, foi surpreendido pelos familiares dentro de sua residência.
Os familiares o emboscaram, cortaram suas duas mãos e o deixaram gravemente ferido em uma estrada, enquanto recitavam versos islâmicos. O pai do cristão alegou que a ação segue a sharia contra quem abandona a religião.
Faruku foi levado por estranhos para uma clínica próxima, onde recebeu atendimento médico. Não houve prisões até o momento. Líderes cristãos da região pediram investigação policial e responsabilização dos responsáveis.
Contexto: perseguição a cristãos em Uganda
A Constituição de Uganda garante liberdade religiosa, incluindo a prática e a mudança de fé. Ainda assim, casos de violência contra cristãos são relatados no país, que tem cerca de 12% da população muçulmana. Uganda ocupa a 52ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas. Recentemente, evangelistas e líderes religiosos têm sido alvo de ataques por extremistas.
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