- O Irã ainda não respondeu à proposta de paz dos Estados Unidos, contrariando a expectativa do secretário de Estado americano Marco Rubio, que esperava retorno até esta sexta-feira, 8.
- O Comando Central dos Estados Unidos informou ter atacado dois petroleiros de bandeira iraniana que tentavam violar o bloqueio naval.
- O porta-voz iraniano Esmail Baghaei condenou o “adventureirismo” dos EUA em X, dizendo que tiques como “tapinha leve” não ocultam a desgraça causada pela política externa americana.
- O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que os EUA escolhem uma aventura militar sempre que a diplomacia aparece e questionou se é uma tática de pressão ou sabotagem.
- O memorando de paz prevê moratória no enriquecimento de urânio, suspensão de sanções e liberação de receitas, com 30 dias de negociações para abrir o estreito de Ormuz, com local alternativo em Islamabad ou Genebra.
O Irã ainda não respondeu à proposta de paz dos Estados Unidos. O silêncio contradiz a expectativa do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que afirmou esperar uma resposta até esta sexta-feira, 8. Enquanto isso, aumentam as tensões entre as duas nações. Mais cedo, o Centcom informou ter atacado dois petroleiros de bandeira iraniana que tentavam violar o bloqueio naval dos EUA.
Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, condenou o que chamou de aventureirismo e comportamento desonesto dos EUA. Em publicação, ele disse que eufemismos não podem apagar a gravidade decorrente do que chamou de narcisismo e irresponsabilidade.
Seyed Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, ironizou a cada nova tentativa diplomática dos EUA, questionando se haveria tática de pressão ou sabotagem. Ele afirmou que, independentemente das causas, a diplomacia não é vítima.
O que está no acordo e possíveis desdobramentos
O memorando proposto prevê moratória no enriquecimento de urânio pelo Irã, com os EUA suspendendo sanções e liberando receitas petrolíferas congeladas. Ambos devem suspender restrições ao trânsito pelo Estreito de Ormuz, segundo apuração do Axios.
O acordo abriria caminho para 30 dias de negociações sobre um regime para abrir o estreito, limitar o programa nuclear iraniano e suspender sanções. As tratativas adicionais poderiam ocorrer em Islamabad ou Genebra, conforme a imprensa.
A duração da moratória nuclear está em negociação. Em rodada anterior, o Irã ofereceu 5 anos, o que foi recusado. Atualmente, fala-se entre 12 e 15 anos, com cláusula de violação que reajustaria o prazo. O Irã também aceitaria inspeções reforçadas, incluindo visitas surpresa.
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