- O livro Olhares ianques – A ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos, de Felipe Loureiro, analisa documentos diplomáticos sobre a ditadura e sua relação com Estados Unidos.
- A obra aponta que diplomatas norte-americanos tinham livre acesso a empresários, políticos, intelectuais, jornalistas, ativistas e militares envolvidos no processo decisório do regime.
- O lançamento ocorre em dois dias: 12 de maio, na Livraria da Travessa (Pinheiros), a partir das 19h; e 13 de maio, no Instituto de Relações Internacionais (Cidade Universitária), a partir das 17h30.
- Nos eventos, Loureiro será acompanhado por convidados: no dia 12, Paulo Sérgio Pinheiro; no dia 13, Vera Paiva.
- O livro ressalta contradições e informações inéditas sobre o período, destacando a presença da ditadura na atmosfera da redemocratização mesmo com muitos trechos censurados.
O livro Olhares ianques – A ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos traz novas luzes sobre a participação dos Estados Unidos no golpe de 1964. A obra é de Felipe Loureiro, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP, e será lançada em dois dias distintos.
Loureiro percorreu mais de uma década de documentos diplomáticos, como telegramas, memorandos, relatórios e cartas. A pesquisa revela a relação entre diplomatas norte-americanos e diferentes atores do regime, incluindo empresários, políticos, jornalistas e militares.
Lançamento
No dia 12, o livro será lançado na Livraria da Travessa, em Pinheiros, a partir das 19h. No dia 13, o lançamento ocorre no Instituto de Relações Internacionais, na Cidade Universitária, a partir das 17h30.
Antes da sessão de autógrafos, Loureiro participa de conversa pública com convidados. No dia 12, estará ao lado do professor Paulo Sérgio Pinheiro, da USP. No dia 13, grava a participação com Vera Paiva, professora da USP.
Sobre a obra
Olhares ianques reconstrói contradições e incertezas vivenciadas por atores centrais do regime. A pesquisa também aponta para a existência de informações ainda não tornadas públicas, cobertas por lacunas nos arquivos.
O autor ressalta que, apesar das tarjas pretas, a ditadura deixou marcas durante o processo de redemocratização. Segundo Loureiro, o período mostra uma presença contínua e invisível do regime no cenário político da época.
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