- Lula entregou a Trump uma lista com cerca de vinte brasileiros punidos e pediu a revisão das sanções na reunião na Casa Branca, em sete de maio de 2026.
- A primeira leva de sanções começou em dezoito de julho de dois mil e vinte e cinco, com a revogação do visto do ministro Alexandre de Moraes e de aliados do Supremo Tribunal Federal, atingindo sete ministros da corte e o procurador-geral Paulo Gonet, além do advogado-geral Jorge Messias.
- Moraes também foi atingido pela Lei Magnitsky, com bloqueio de ativos, e houve suspensão de vistos para auxiliares do STF e do Tribunal Superior Eleitoral.
- Em agosto, tiveram vistos revogados Mozart Júlio Tabosa Sales (secretário do Ministério da Saúde) e Alberto Kleiman (coordenador-geral da OTCA para a COP 30); houve relatos de revogações para Ricardo Lewandowski e Rodrigo Pacheco, embora eles neguem comunicação oficial.
- Em dezembro de dois mil e vinte e cinco houve recuo parcial da Magnitsky, com a retirada de Moraes da lista após aprovação de projeto de dosimetria; as demais sanções continuaram em vigor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou a Trump, na Casa Branca, uma lista com cerca de 20 autoridades brasileiras que ainda estão sob sanções, solicitando a revisão dos restrições. O encontro ocorreu em Washington na quinta-feira, 7 de maio de 2026, durante uma reunião de trabalho. A demanda aponta para a necessidade de resoluções diplomáticas entre os dois países.
A ofensiva dos EUA contra autoridades brasileiras teve início em julho de 2025. Foram afetados sete ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo Barroso, Dino, Gilmar Mendes, Toffoli, Zanin, Cármen Lúcia e Fachin. Moraes recebeu também sanções da Lei Magnitsky, com bloqueio de ativos, sem ter visto renovado.
Além dos ministros, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o advogado-geral da União Jorge Messias foram impactados pela medida. Auxiliares de Moraes no STF e no TSE também tiveram seus vistos suspensos, conforme as seguintes ações governamentais.
Histórico das sanções
Em agosto de 2025, o Departamento de Estado norte-americano revogou vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde, e de Alberto Kleiman, coordenador-geral da OTCA, vinculados ao programa Mais Médicos. As autoridades foram acusadas de cumplicidade com a participação de médicos cubanos.
Relatos de imprensa indicam que, na época, houve afirmação de que Lewandowski e Rodrigo Pacheco também teriam visto negado, embora os próprios negassem ter recebido comunicação oficial. Atribuições de casos envolvendo o governo brasileiro foram objeto de controvérsia pública.
Em setembro seguinte, a lista Magnitsky atingiu a esposa de Moraes, Viviane Barci, bem como os filhos, além do ministro do STJ Benedito Gonçalves e do ex-AGU José Levi. As sanções continuaram em vigor em diferentes graus.
O primeiro recuo, envolvendo a inclusão de Moraes na lista, ocorreu em dezembro de 2025, com a retirada da Magnitsky após a aprovação de projeto sobre Dosimetria. O governo federal negou qualquer relação entre a medida e a tramitação legislativa.
Lula manteve foco na reunião para pedir solução das restrições, destacando, durante a entrevista com jornalistas, que entregou a lista e que pretende retorno concreto em novos encontros. O tom foi de pressão institucional, não de ruptura diplomática.
Trump respondeu de forma cordial, segundo a agenda pública, e a dupla sinalizou continuidade de diálogo para soluções diplomáticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A conversa também abordou questões tarifárias e perspectivas para 2026.
Assista ao trecho do encontro divulgado, com duração de pouco mais de um minuto, e leia as referências associadas aos desdobramentos diplomáticos entre as duas nações.
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