- Nepal informou ter emitido 492 permissões para escalar o Monte Everest, recorde histórico.
- Um serac interrompeu a Cascata de Gelo de Khumbu, gerando temores de atrasos; a rota foi aberta até a passagem montanhosa do Colo Sul, a 7.906 metros, por caminho alternativo.
- Autoridades avaliam que o alto número de escaladores pode causar tráfego intenso e gargalos caso o tempo seja desfavorável.
- China passou a ter o maior número de permissões desta temporada (109), seguido pelos Estados Unidos (76).
- O governo nepalês arrecadou US$ 7,1 milhões com as permissões para o Everest.
O Nepal anunciou ter emitido um recorde de 492 permissões para escalar o Monte Everest, ultrapassando marcas anteriores. A abertura de vagas ocorreu nesta sexta-feira, em meio a expectativas de uma temporada com muitos alpinistas. O anúncio foi feito pelo porta-voz do departamento de turismo, Himal Gautam, à agência AFP.
Uma equipe de alpinistas especializados, conhecidos como “médicos da cascata de gelo”, iniciou a instalação de cordas e escadas no Everest em abril, para preparar a temporada de escalada da primavera. A rota foi aberta até a passagem montanhosa do Colo Sul, a 7.906 metros, por meio de um caminho alternativo.
Desdobramentos da temporada
O alto volume de escaladores levanta preocupações sobre tráfego intenso e gargalos na subida. A aproximação pode ficar comprometida se as condições climáticas atrapalharem o tempo disponível para chegar ao cume. Em 2019, a superlotação fez equipes enfrentar filas de horas e temperaturas extremas, contribuindo para falhas e mortes.
China e Estados Unidos registraram os maiores números de permissões nesta temporada, com 109 e 76, respectivamente. O Nepal abriga oito dos 10 picos mais altos do mundo, e o turismo de montanha representa uma fonte relevante de renda. O governo informou que a arrecadação com as permissões chegou a US$ 7,1 milhões.
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