- Anne Barrett Doyle, codiretora da BishopAccountability, esteve em Roma durante o conclave para denunciar a inação da Santa Sé.
- Ela afirma que, no primeiro ano de Leão XIV, houve pouca orquestração para tornar as crianças mais seguras e para combater o encobrimento de abusos, com pouco discurso sobre o tema.
- Em seu único pronunciamento amplo sobre abusos, divulgado em setembro, o pontífice destacou falsas acusações e o devido processo, sugerindo que os direitos dos padres teriam prioridade.
- Ela aponta medidas que poderiam ter sido tomadas: uma lei universal de tolerância zero para afastar abusadores, cassação de títulos de bispos que permitiram abusos, reparações às vítimas e denúncias às autoridades seculares.
- A recusa em agir é apresentada como sinal de que a segurança infantil não é prioridade no papado de Leão XIV.
Anne Barrett Doyle, codiretora da BishopAccountability, esteve em Roma durante o conclave para denunciar a inação da Santa Sé diante de casos de abuso sexual cometidos por membros do clero e de ocultação da cúpula da Igreja Católica.
Ao Correio, Doyle voltou a criticar o pontificado de Leão XIV, questionando a prioridade dada à segurança de crianças. Ela afirma que, no primeiro ano de governo, não houve ações significativas para proteger menores nem para enfrentar o encobrimento.
Doyle aponta que o Papa tem sido visto como conciliador e evita posições polêmicas. A única exceção citada é sua oposição pública ao ataque de um líder mundial a um país, ressaltando que isso consolidou apoio internacional.
Ela sustenta que o pontificado não apresentou medidas para tornar as crianças mais seguras. Segundo a codiretora, houve pouca fala sobre abusos, com pronunciamento único em que enfatizou devido processo e possíveis falas falsas contra padres.
As críticas incluem a ausência de uma lei universal de tolerância zero, afastando abusadores do sacerdócio. A ONG também sustenta que bispos deveriam sofrer sanções por permissões que permitiram abusos.
A BishopAccountability defende que bispos reajam com reparações às vítimas e denunciem as acusações às autoridades seculares, mesmo quando a legislação local não exigir.
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