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ONG contra pedofilia na Igreja cobra ação de Leão XIV

ONG de denúncias de abusos cobra ações de Leão XIV para proteger crianças e punir abusos no clero, diante da inação papal

Anne Barrett Doyle (E), codiretora da BishopAccountability, e Ann Hagab Webb, psicóloga e vítima de padre pedófilo, em entrevista ao Correio durante o conclave - (crédito: Rodrigo Craveiro/CB/D.A Press)
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  • Anne Barrett Doyle, codiretora da BishopAccountability, esteve em Roma durante o conclave para denunciar a inação da Santa Sé.
  • Ela afirma que, no primeiro ano de Leão XIV, houve pouca orquestração para tornar as crianças mais seguras e para combater o encobrimento de abusos, com pouco discurso sobre o tema.
  • Em seu único pronunciamento amplo sobre abusos, divulgado em setembro, o pontífice destacou falsas acusações e o devido processo, sugerindo que os direitos dos padres teriam prioridade.
  • Ela aponta medidas que poderiam ter sido tomadas: uma lei universal de tolerância zero para afastar abusadores, cassação de títulos de bispos que permitiram abusos, reparações às vítimas e denúncias às autoridades seculares.
  • A recusa em agir é apresentada como sinal de que a segurança infantil não é prioridade no papado de Leão XIV.

Anne Barrett Doyle, codiretora da BishopAccountability, esteve em Roma durante o conclave para denunciar a inação da Santa Sé diante de casos de abuso sexual cometidos por membros do clero e de ocultação da cúpula da Igreja Católica.

Ao Correio, Doyle voltou a criticar o pontificado de Leão XIV, questionando a prioridade dada à segurança de crianças. Ela afirma que, no primeiro ano de governo, não houve ações significativas para proteger menores nem para enfrentar o encobrimento.

Doyle aponta que o Papa tem sido visto como conciliador e evita posições polêmicas. A única exceção citada é sua oposição pública ao ataque de um líder mundial a um país, ressaltando que isso consolidou apoio internacional.

Ela sustenta que o pontificado não apresentou medidas para tornar as crianças mais seguras. Segundo a codiretora, houve pouca fala sobre abusos, com pronunciamento único em que enfatizou devido processo e possíveis falas falsas contra padres.

As críticas incluem a ausência de uma lei universal de tolerância zero, afastando abusadores do sacerdócio. A ONG também sustenta que bispos deveriam sofrer sanções por permissões que permitiram abusos.

A BishopAccountability defende que bispos reajam com reparações às vítimas e denunciem as acusações às autoridades seculares, mesmo quando a legislação local não exigir.

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