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Quatro homens condenados nos EUA pela morte do presidente do Haiti

Quatro homens da Flórida são condenados por conspiração para matar Jovenel Moïse em 2021; réus podem pegar prisão perpétua

Funeral de Jovenel Moïse, em meio a protestos e dúvidas sobre assassinato
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  • Quatro homens da Flórida foram condenados por conspirar para matar o presidente haitiano Jovenel Moïse em 2021, pagando por mercenários para o crime.
  • Segundo a acusação, eles reuniram mais de vinte ex-soldados colombianos e forneceram dinheiro, armas, munição e coletes táticos.
  • Moïse foi morto em julho de 2021 em sua residência em Porto Príncipe, gerando um vácuo político e agravando a crise social no Haiti.
  • A condenação pode resultar em prisão perpétua para os réus; um quinto acusado, Christian Emmanuel Sanon, será julgado posteriormente por questões de saúde.
  • Defensores afirmaram que as evidências podem ser inconclusivas e que o grupo atuou apenas para prender Moïse, enquanto autoridades haitianas e venezuelanas também respondem por outros casos ligados ao assassinato.

Quatro homens do sul da Flórida foram condenados nesta sexta-feira por conspirar para assassinar o presidente haitiano Jovenel Moïse em 2021. O grupo contratou mercenários para agir na residência do líder em Port-au-Prince, com apoio financeiro, armas e coletes táticos. A promotoria sustenta que a conspiração envolveu mais de 20 ex-soldados colombianos.

O julgamento ocorreu ao longo de nove semanas em um tribunal federal de Miami, nos Estados Unidos. Os réus enfrentam acusações de conspiração para matar e sequestrar alguém fora dos EUA resultando em morte, além de fornecer apoio material para a violação que terminou com a morte de Moïse.

Entre os condenados estão Arcangel Pretel Ortiz, 53 anos, ex-informante do FBI; Antonio Intriago, 62, venezuelano-americano; James Solages, 40, haitiano-americano; e Walter Veintemilla, 57, equatoriano-americano. Todos respondem por múltiplas acusações ligadas ao caso.

Moïse, de 53 anos, foi morto em julho de 2021 em sua residência particular, nas colinas acima de Port-príncipe. O assassinato gerou um vácuo político que aprofundou a crise social no Haiti, com impactos sobre a segurança e a governança do país.

Um quinto réu, Christian Emmanuel Sanon, médico haitiano, está previsto para julgamento posteriormente devido a problemas de saúde. Segundo documentos judiciais, Sanon pretendia tornar-se presidente após a morte de Moïse.

Defesas argumentaram que as evidências utilizadas são problemáticas e que os réus apenas tentavam cumprir um mandado de prisão contra o presidente. Alegam ainda que a captura ocorreu após Moïse já ter sido morto por forças de segurança locais.

Segundo especialistas, o caso não esgota as investigações sobre o assassinato. Um pesquisador aponta que há outras pessoas envolvidas no Haiti e que a linha completa da história permanece aberta.

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