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Venezuela confirma morte de preso político após quase um ano

Venezuela confirma morte de preso político; governo atribui a problema de saúde, enquanto oposição denuncia assassinato e exige apuração criminal

A líder oposicionista María Corina Machado, em participação por vídeo em evento em Zaragoza, na Espanha, nesta sexta-feira (8) (Foto: Javier Cebollada/EFE)
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  • A ditadura da Venezuela confirmou a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas, 51 anos, ocorrida em julho de 2025, segundo o Ministério dos Serviços Penitenciários.
  • A versão oficial diz que ele estava detido desde janeiro de 2025 por terrorismo, conspiração e traição à pátria e foi transferido para um hospital em 15 de julho do ano passado, após apresentar sangramento gastrointestinal e síndrome febril aguda.
  • O ministério informou que, após dez dias de tratamento, Quero Navas faleceu em 24 de julho de 2025, às 23h25, devido a insuficiência respiratória aguda secundária a tromboembolismo pulmonar.
  • ONGs e a oposição contestam essa versão, e o Ministério Público abriu investigação criminal sobre o caso.
  • A líder oposicionista Maria Corina Machado publicou que Quero Navas foi “desaparecido, torturado e assassinado”, qualificando o crime como parte de um padrão de violência estatal; a situação ocorre em meio ao fim anunciado da anistia no país.

A Venezuela confirmou nesta quinta-feira a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas, 51 anos, afirmando que o óbito ocorreu em julho de 2025 por questões de saúde. Segundo o Ministério dos Serviços Penitenciários, ele estava detido na penitenciária El Rodeo I, próxima a Caracas, e foi levado a um hospital em 15 de julho após apresentar sangramento gastrointestinal e síndrome febril aguda.

A pasta informou que Quero Navas faleceu em 24 de julho de 2025, às 23h25, por insuficiência respiratória aguda secundária a tromboembolismo pulmonar. Organizações não governamentais e membros da oposição contestam a versão oficial.

Em tom de críticas, a oposição sustenta que o caso envolve desaparecimento, tortura e assassinato de Quero Navas. O Ministério Público informou ter aberto investigação criminal sobre o episódio.

Contexto

No final de abril, a liderança venezuelana anunciou a suspensão de uma política de anistia, em meio a relatos de que haveria 454 presos políticos ainda detidos, conforme dados de organizações de direitos humanos. A medida ocorre em meio a tensões políticas intensas no país.

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