Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Venezuela reconhece morte de preso político quase um ano após o fato

Venezuela reconhece a morte de preso político nove meses após o fato; MP abre investigação e surgem controvérsias sobre enterro e desaparecimentos

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • A Venezuela reconheceu a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas, comerciante de 51 anos, preso em 3 de janeiro de 2025 acusado de terrorismos.
  • O Ministério de Serviços Penitenciários informou que Quero morreu em 24 de julho de 2025, por insuficiência respiratória, após ser transferido para um hospital militar em Caracas.
  • A mãe do detido pediu um exame de DNA para confirmar se os restos são do filho, após depositar flores no Parque Memorial Jardim La Puerta, em Caracas.
  • O local da suposta sepultura possui poucas pedras e uma placa enferrujada com o nome, com uma data de morte indicada de 27 de julho de 2025.
  • Organizações de direitos humanos destacam casos de desaparecimentos forçados na Venezuela; o Foro Penal aponta dezenas de mortes de presos políticos e a existência de centenas de detidos considerados políticos no país.

A Venezuela reconheceu a morte do preso político Víctor Hugo Quero Navas, 51 anos, ocorrida após sua detenção em janeiro de 2025. Navas foi preso sob acusação de terrorismo e passou meses separado da família, sem informações sobre seu paradeiro.

A mãe, Carmen Navas, denunciou o desaparecimento do filho e não teve acesso a visitas. Na quinta-feira, autoridades levaram a idosa de 81 anos ao Parque Memorial Jardim La Puerta, em Caracas, onde alegam que Quero foi enterrado.

O Ministério de Serviços Penitenciários informou que Quero morreu em 24 de julho de 2025, por insuficiência respiratória, após transferência para um hospital militar. A divulgação cita hemorragia digestiva e síndrome febril aguda como causas.

Diligências legais e investigações

O Ministério Público abriu uma investigação criminal e determinou a exumação do corpo. No local apontado pela administração, há poucas evidências físicas, com uma única placa metálica enferrujada ao lado de uma sepultura. A data de morte indicada na placa difere da informada pelas autoridades.

Segundo o regime, nenhum familiar solicitou visitas formais. Defensores de direitos humanos contestam a versão oficial e ressaltam o direito de familiares a informações. O advogado Alfredo Romero, do Foro Penal, afirma que casos de desaparecimento são comuns e prejudicam famílias.

A liderança opositora María Corina Machado classifica o episódio como crime contra a humanidade cometido com impunidade. Após a captura de Maduro, a lei de anistia beneficiou presos políticos, com 776 libertados desde janeiro, 186 após a promulgação.

Contexto dos direitos humanos

O Foro Penal aponta que, desde 2014, pelo menos 19 presos políticos morreram sob custódia estatal. A organização estima 454 presos políticos no país até o fim de abril. Ativistas mantêm denúncias de desaparecimentos forçados no âmbito da captura de autoridades.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais