- Quase a metade dos artistas da mostra principal da Bienal de Veneza não quis concorrer aos Leões de Ouro neste ano, em sinal de protesto.
- 52 artistas assinaram uma declaração publicada pela e-flux, em solidariedade à renúncia do júri coordenado por Koyo Kouoh.
- A decisão ocorre no mesmo dia em que normalmente ocorreria a cerimônia dos Leões de Ouro, cancelada por não haver júri para conduzir os prémios; este ano, serão escolhidos por voto público por meio dos Visitor Lions.
- O júri de cinco membros nomeado para julgar os prêmios renunciou recentemente, sem explicações, após debates sobre inclusão de representantes de países acusados de crimes contra a humanidade.
- A presença de Israel e Rússia na Bienal gerou protests; a organização afirmou não poder excluir nações reconhecidas como Estados, mantendo neutralidade política, enquanto alguns críticos questionam essa neutralidade.
O que aconteceu: artistas da mostra principal da Bienal de Veneza assinaram um manifesto coletivo denunciando a possibilidade de concorrer aos grandes prêmios. Em vez de Lions de Ouro, a organização planeja Visitor Lions, escolhidos por voto popular.
Quem está envolvido: 52 artistas da curadoria de Koyo Kouoh, entre eles Alfredo Jaar, Tuan Andrew Nguyen, Otobong Nkanga e Walid Raad. Também signatários os representantes de pavilões nacionais de 16 países.
Quando e onde: o anúncio foi publicado no sábado, em Veneza, na Itália. A Bienal não realizou a cerimônia tradicional dos Golden Lions neste ano, devido à ausência de um júri para coordenar a premiação.
Por que ocorreu assim: o ato ocorreu em solidariedade à renúncia do júri escolhido por Koyo Kouoh. O objetivo é manter o evento sem o formato tradicional de premiação, mesmo frente a controvérsias envolvendo a comissão e a participação de países objetos de críticas.
Mudança de formato e contornos da polêmica
A Bienal enfrentou uma crise após o anúncio do júri, com declarações públicas que discorreram sobre critérios de elegibilidade de representantes nacionais. A renúncia coletiva do júri gerou incerteza sobre o andamento das premiações.
A organização informou que não houve decisão de excluir países reconhecidos pela Justiça Internacional, mantendo posição de não censura. O formato Visitor Lions dependerá do voto popular, sob supervisão da curadoria.
Interlocutores e contexto: a Bienal não respondeu de imediato aos pedidos de comentário da imprensa. O episódio se soma a debates sobre neutralidade política da mostra e a presença de representantes de Israel e Rússia.
Desdobramentos esperados: com a abertura da mostra, as negociações sobre prêmios e participação devem seguir, sem a tradicional cerimônia de entrega dos Lions de Ouro. A cobertura completa será atualizada conforme novos desdobramentos surgirem.
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