- A brasileira Ionara Sech sofreu ataque racista e xenófogo no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, na quinta-feira, 7, conforme vídeo que viralizou.
- Ela estava com duas amigas brasileiras, Brisa Costa e Monique Mitchelly, que esperavam familiares; as amigas usavam fantasias do Stitch para a surpresa.
- O vídeo mostra ofensas que citam “nariz de gorila” e “macacos”; Ionara já pediu para conversar com a agressora em alemão.
- As mulheres gravaram para reunir provas; o rosto da agressora foi ocultado no material divulgado e o vídeo já ultrapassou 800 mil visualizações.
- Elas tentaram registrar ocorrência no aeroporto, não encontraram policiais no local, e vão buscar apoio jurídico para formalizar a denúncia.
Ionara Sech, brasileira que vive na Alemanha há quase oito anos, registrou em vídeo um ataque racista ocorrido no aeroporto de Frankfurt. Acompanhavam-se de duas amigas brasileiras, Brisa Costa e Monique Mitchelly, enquanto aguardavam familiares que chegariam ao local.
As amigas, que estavam fantasiadas de Stitch para surpresa dos parentes, passaram a ouvir ofensas assim que houve percepção de que eram brasileiras. O ataque teve início quando Sech se afastou um pouco para dialogar com a acusadora.
No vídeo, uma mulher alemã dirige comentário injurioso que sugere superioridade racial e faz referências ao nariz. Após notar que estava sendo gravada, Sech aproxima-se das amigas para relatar o que ocorria.
Monique Mitchelly afirma que também recebeu insultos quando se aproximou para ajudar. Ambas relatam que o racismo se mostrou explícito e de forma agressiva no momento. As vítimas não tinham intenção de confrontar, apenas buscar apoio.
As jovens decidiram gravar as imagens para reunir provas, mesmo com o rosto da agressora ocultado no material divulgado pelas redes. O vídeo já acumula mais de 800 mil visualizações no Instagram.
Após iniciar a gravação, Sech tentou manter contato com a agressora em alemão com o objetivo de pedir que parasse. A conversa não teve continuidade, já que a mulher deixou o local antes de qualquer denúncia formal.
Segundo Sech, as brasileiras procuraram apoio policial no aeroporto, mas não conseguiram localizar agentes no momento. Ela planeja seguir com orientação jurídica para avaliar possibilidades de denúncia.
Ionara ressalta que já vivenciou episódios de xenofobia, mas jamais uma agressão racista tão pública. Ela afirma que pretende levar o caso adiante com assessoria jurídica para entender os próximos passos.
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