- O cessar-fogo de um mês é visto como frágil e permanece, apesar de ataques americanos a dois petroleiros iranianos.
- O Bahrein prendeu 41 pessoas suspeitas de ligação com a Guarda Revolucionária do Irã.
- Washington aguarda resposta de Teerã à sua proposta para encerrar a guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e suspender o programa nuclear.
- Forças americanas afirmam ter desativado dois petroleiros iranianos que tentavam romper o bloqueio aos portos do Irã e ter frustrado ataques a navios da Marinha, além de atingir instalações no estreito.
- Um ataque noturno dos EUA matou pelo menos um marinheiro a bordo de um cargueiro que pegou fogo; não está claro se o navio era um dos dois petroleiros.
O cessar-fogo de um mês permanece fragilizado após ataques na sexta-feira, 8, e novas ações registradas neste sábado, 9. Washington afirma ter atingido dois petroleiros iranianos que tentavam contornar o bloqueio aos portos do Irã, ampliando o atrito com Teerã. O Bahrein, anfitrião da 5ª Frota dos EUA, informou a detenção de dezenas de pessoas ligadas à Guarda Revolucionária do Irã.
Segundo as Forças Armadas dos EUA, houve neutralização de dois petroleiros iranianos envolvidos na tentativa de violar o bloqueio. Horas antes, militares teriam frustrado ataques contra três navios da Marinha e atingido instalações iranianas no Estreito de Ormuz. O objetivo alegado é impedir ações militares no estreito estratégico.
Na mesma onda de ações, o governo do Bahrein confirmou a prisão de 41 indivíduos conectados à Guarda Revolucionária. O ministério competente não detalhou as identidades nem as acusações específicas, alegando que as investigações seguem em curso.
Um ataque noturno dos EUA matou pelo menos um marinheiro e feriu mais dez a bordo de um navio cargueiro que pegou fogo. Não está claro se o navio atacado é um dos dois petroleiros mencionados pela defesa americana.
O governo dos EUA mantém a versão de que o cessar-fogo está sendo respeitado, apesar das ações de sexta. Washington aguarda uma resposta iraniana a sua nova proposta para encerrar o conflito, reabrir o Estreito de Ormuz e suspender o programa nuclear.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que Teerã não se prenderá a prazos e continua analisando a proposta norte-americana, segundo a agência estatal IRNA. As informações indicam diferentes leituras sobre o andamento das negociações.
O episódio acontece em meio à tensão regional, com a presença da Quinta Frota dos EUA na região e a influência estratégica do Estreito de Ormuz para o abastecimento global de petróleo. As autoridades não enviaram mensagens adicionais para contatos oficiais.
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