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Como uma frota dos EUA ajudou a libertar as Ilhas do Canal

Barcos-torpedeiros dos EUA da Esquadra 30 ajudaram na libertação das Ilhas do Canal, chegando a Guernsey e Jersey em 12 de maio de 1945

National PT Boat Museum and Memorial
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  • Quatro barcos-torpedeiros da Marinha dos EUA, da escolta da Squadron 30 (RON 30), estiveram nos portos de Guernsey e Jersey em 12 de maio de 1945 para auxiliar a libertação das Ilhas do Canal.
  • O grupo, apelidado de “mosquito fleet” pela sua velocidade e agilidade, atuava em patrulhas no Canal da Mancha, na região das Ilhas do Canal e em operações anti-submarino.
  • A última participação relevante ocorreu em 11 de abril de 1945, quando enfrentaram forças alemãs próximo a Alderney.
  • As quatro embarcações juntaram-se ao comboio que partiu de Plymouth por volta de 02h00 BST, chegaram a St Peter Port, Guernsey, às 08h15, partiram para Jersey às 09h40 e ancoraram em St Helier por volta de 11h20.
  • A participação foi confirmada após cooperação internacional com os EUA; a história foi revelada pelo National PT Museum and Memorial, em Fall River, Massachusetts, e envolve a ameaça de queda da PT-509 perto de St Helier.

Four barcos da Marinha dos EUA, da flotilha PT Squadron 30, participaram da libertação das Ilhas do Canal, conforme estudo feito por um morador de Jersey. A descoberta reconstitui uma passagem pouco conhecida que liga Guernsey e Jersey em maio de 1945.

A região das Ilhas do Canal foi ocupada pela Alemanha de 1940 a 1945, sendo a libertação um marco da segunda guerra. A operação envolveu navios de apoio anglo-americanos e, agora, detalhes sobre os PT boats chegam ao conhecimento público.

Segundo Alexander Fearn, pesquisador local e entusiasta da história, as quatro lanchas foram adicionadas ao comboio de libertação apenas no último minuto para reforçar a segurança. A presença dos barcos não constava no planejamento inicial.

De acordo com registros, o grupopartiu de Plymouth por volta das 02:00 BST do dia 12 de maio de 1945, chegou a St Peter Port, Guernsey, às 08:15, seguiu para Jersey e aportou em St Helier por volta das 11:20. O objetivo foi evitar resistências alemãs remanescentes e interferências de U-boats.

A investigação aponta que as embarcações de RON 30 chegaram a atuar próximo de Alderney em operações de reconhecimento e apoio, ajudando a facilitar a passagem das forças libertadoras. Os relatos indicam que uma das lanchas ligadas ao grupo passou perto de um naufrágio histórico.

A descoberta também associa os PT boats ao naufrágio PT-509, colega da mesma esquadra, perdido em 1944 numa operação noturna perto de Jersey. O naufrágio permanece no leito submarino próximo à entrada principal do porto de St Helier, segundo análise de Fearn.

A pesquisa surgiu após cooperação entre museus norte-americanos e instituições locais que identificaram imagens históricas de cidades francesas ligadas a St Helier como referência de apoio às operações de libertação. O material foi cruzado com diários de guerra da época.

Especialistas apontam que o uso das quatro embarcações por parte de RON 30 ocorreu fora da programação oficial da operação, sugerindo uma medida adicional de segurança para o avanço das forças libertadoras no dia. O episódio reforça a dimensão internacional da libertação das Ilhas do Canal.

Os relatos atuais destacam que as ações dos barcos de patrulha contribuiram para assegurar o fluxo da frota principal, evitando interrupções de forças alemãs remanescentes e de eventuais ataques submarinos. A pesquisa amplia o conhecimento sobre o papel da chamada mosquito fleet na região.

Fonte: apuração baseada em relatos locais, diários de guerra e informações de museus históricos sobre a Operação de Libertação das Ilhas do Canal.

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