- Autoridades espanholas preparam o desembarque de mais de 140 passageiros e tripulantes do cruzeiro MV Hondius em Tenerife no domingo 10, com retirada em área isolada e cercada.
- O surto de hantavírus já provocou três mortes e levou à confirmação de cinco infectados entre quem deixou o navio; a OMS classifica o risco para a população geral como baixo.
- Estados Unidos e Reino Unido vão enviar aeronaves para repatriação; cerca de 17 americanos que permanecem a bordo devem seguir para quarentena na Universidade de Nebraska.
- No momento, não há passageiros com sintomas a bordo; uma comissária de bordo que teve contato testou negativo e não houve transmissão ampla.
- Autoridades monitoram contatos de passageiros que desembarcaram e investigam potenciais casos, incluindo britânicos suspeitos e uma mulher espanhola em Alicante que apresentava sintomas.
A Espanha iniciou nesta sexta-feira, 8, os preparativos para recebimento de mais de 140 passageiros e tripulantes do cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus. A embarcação segue para Tenerife, nas Canárias, onde desembarcará sob rígido protocolo sanitário. A operação envolve área isolada e cercada para os passageiros, segundo a autoridade de emergências.
Estados Unidos e Reino Unido já confirmaram envio de aeronaves para repatriação de seus cidadãos a bordo. Apesar de três mortes registradas desde o início do surto e cinco casos de hantavírus entre quem deixou o navio, a operadora Oceanwide Expeditions afirma que, no momento, não há passageiros com sintomas no Hondius.
A Organização Mundial da Saúde mantém risco baixo de transmissão para a população geral. A OMS informou ainda que uma comissária de bordo que teve contato com uma infectada testou negativo para hantavírus, o que reduz a possibilidade de transmissão ampla. Christian Lindmeier, porta-voz, reiterou que não é uma nova Covid.
Desdobramentos sanitários
O hantavírus costuma exigir inalação de partículas de roedores. A variante Andes, detectada no surto, pode, em casos raros, haver transmissão entre pessoas. Os sintomas aparecem de uma a oito semanas após a exposição. Quase duas dezenas de passageiros que deixaram o navio são monitorados em quatro continentes.
Movimentação e logística
Autoridades espanholas informaram que a retirada ocorrerá em pequenas embarcações, com traslado em ônibus apenas quando houver voos de repatriação prontos. As áreas do aeroporto usadas pelos passageiros ficarão interditadas temporariamente. A medida busca evitar contatos desnecessários durante o desembarque.
Contexto de deixando o navio
No dia 24 de abril, mais de 20 passageiros de ao menos 12 nacionalidades deixaram o Hondius sem monitoramento sanitário. A confirmação de hantavírus em uma passageira ocorreu apenas em 2 de maio, segundo a OMS. Uma comissária da KLM que testou negativo reportou ter trabalhado entre Joanesburgo e Amsterdã.
Repercussões internacionais
Na Holanda, autoridades rastreiam contatos de uma passageira que morreu após deixar o navio. No Reino Unido, um terceiro cidadão britânico no cruzeiro é suspeito de ter contraído hantavírus e está em Tristan da Cunha. Nos EUA, cerca de 17 cidadãos manterão quarentena na Universidade de Nebraska; nenhum apresentando sintomas até o momento.
Considerações finais
Na Espanha, uma mulher da Alicante apresentou sintomas compatíveis com hantavírus e aguarda confirmação. O governo também informou que o transporte de passageiros para o aeroporto ocorrerá com isolamento de áreas e controle de acesso, até a decolagem dos voos de repatriação.
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