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Juiz federal rejeita ação de difamação de ex-apoiador de Trump contra Fox News

Tribunal rejeita ação de Raymond Epps contra Fox News por difamação, alegando ausência de malícia real

Rioters loyal to Donald Trump gather by the US Capitol in Washington DC on 6 January 2021.
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  • A juíza federal decidiu pela segunda vez que Raymond Epps não apresentou evidência suficiente de malícia real para processar a Fox News por difamação.
  • O processo alegava que a Fox o retratou como operário do governo ligado ao ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
  • A decisão foi proferida pela juíza federal Jennifer L. Hall, que manteve a rejeição após a tentativa de reapresentação das alegações.
  • O órgão apontava o ex‑apresentador Tucker Carlson como liderança na disseminação da teoria conspiratória; a Fox News afirmou que não houve culpa.
  • Epps já havia se declarado culpado de contravenção relacionada ao ataque, recebendo um ano de liberdade condicional; foi perdoado pelo ex‑presidente Donald Trump.

Uma juíza federal dos EUA rejeitou pela segunda vez uma ação de difamação movida por Raymond Epps contra a Fox News. Epps afirmava ter sido alvo de ameaças de morte após a emissora veicular supostas conspirações sobre seu envolvimento no ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.

A decisão foi proferida pela juíza Jennifer L Hall, baseda no Tribunal Distrital de Delaware, na sexta-feira. O tribunal considerou que Epps não apresentou evidências suficientes de que a Fox News teria transmitido informações falsas com malícia real.

Epps, ex-membro dos Oath Keepers, foi indicado pelo programa de Tucker Carlson como participante de uma conspiração envolvendo agentes do governo. A defesa da Fox sustenta que as acusações não mostram conduta deliberadamente falsa por parte da emissora.

Decisão judicial e base legal

Hall havia rejeitado a ação anteriormente, em 2024, dando a Epps nova chance de revisar a queixa. Na nova decisão, a juíza reiterou que o padrão de malícia real não foi atingido pela Fox News, segundo documentos do processo.

Segundo os autos, Epps era apoiador de Donald Trump e, segundo a ação, assistia com frequência ao programa de Carlson. A corte entendeu que as alegações não indicam, de forma plausível, que Carlson ou outros produtores soubessem que as afirmações eram falsas ou agissem com descaso pela verdade.

Contexto e desdobramentos

Epps já havia se declarado culpado de uma contravenção relacionada ao ataque ao Capitólio e recebeu um ano de liberdade condicional. O então presidente Trump concedeu-lhe um perdão entre outros milhares de beneficiados pela ação.

A Fox News afirmou estar satisfeita com a decisão, destacando a proteção à liberdade de imprensa prevista pela Primeira Emenda. Procuradores federais já haviam apoiado a defesa de que Epps não demonstrou envolvimento com o FBI ou qualquer atuação estatal no dia do ataque.

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