- A OMS afirma que o risco de hantavírus em Tenerife é baixo e que não se trata de uma “nova Covid”, segundo carta do diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus.
- O navio MV Hondius, com oito casos suspeitos, deve chegar ao arquipélago entre 3h e 5h de domingo, vindo de Ushuaia, na Argentina.
- Autoridades espanholas não permitiram atracar e manterão o navio ao largo; os cerca de 150 passageiros serão testados e evacuados, parte da tripulação fica a bordo.
- Do porto, os passageiros serão transferidos diretamente para o aeroporto para repatriação a diversos países; desembarque controlado com uso de embarcações de apoio.
- A origem do foco é desconhecida; a cepa Andes pode ser transmitida entre humanos e já resultou na morte de uma pessoa, com incubação de um a seis semanas.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse aos moradores de Tenerife que o risco de hantavírus ligado à chegada de um navio de cruzeiro é baixo e que não se trata de uma nova Covid. Ele reforçou que a situação não deve ser comparada à pandemia.
Em carta aberta, Tedros reconheceu a apreensão da população e afirmou que a cepa andina do hantavírus é grave, mas enfatizou que o risco para a saúde pública permanece baixo. O MV Hondius, da Oceanwide Expeditions, tem oito casos suspeitos confirmados.
O cruzeiro deve chegar ao arquipélago espanhol entre 3h e 5h de domingo. O governo regional decidiu que o navio ficará ao largo de Tenerife, com testes realizados e evacuação dos cerca de 150 passageiros antes de seguir para a Holanda. Três tripulantes já desembarcaram em Cabo Verde.
Dados atuais e operação de repatriação
As autoridades avaliariam passageiros ainda a bordo e só permitiriam desembarque após a conclusão da operação de repatriação. Os viajantes deverão seguir direto para o aeroporto para voos aos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica, Irlanda e Países Baixos.
Parte da tripulação permanecerá no barco e seguirá para a Holanda. O Ministério do Interior espanhol confirmou que o navio continuará sob supervisão, com desinfecção a cargo do governo holandês e da Oceanwide Expeditions após o retorno.
Ghebreyesus desembarcou em Madri neste sábado para coordenar a operação. O chefe da OMS também se reuniu com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em meio ao esforço de comunicação com a população de Tenerife.
Origem e consequências
O primeiro contágio ocorreu antes do início da expedição, segundo a OMS. A cepa Andes pode ser transmitida entre humanos, e foi confirmada em passageiros com resultado positivo nos testes. Entre eles houve a morte de um casal holandês e uma alemã.
O último boletim da OMS aponta oito casos suspeitos no navio que partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril. A paciente falecida tinha viajado pelo Chile, Uruguai e Argentina antes do embarque.
Autoridades sanitárias de diversos países buscam contatos de pessoas associadas aos casos para isolamento e testes. O período de incubação do hantavírus varia de um a seis semanas, o que orienta as ações de vigilância.
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