- A Organização Mundial da Saúde tranquiliza moradores de Tenerife, dizendo que o risco do hantavírus continua baixo, mesmo com o navio Hondius chegando com casos da doença.
- Autoridades espanholas montaram um plano cuidadoso de desembarque, com passageiros sendo levado à terra firme em veículos selados e mantidos afastados de residências antes de serem repatriados.
- Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos enviam epidemiologistas para avaliar risco de passageiros americanos, com voo de repatriação e unidade de biossegurança para o retorno.
- Ao desembarcar, 14 espanhóis serão encaminhados a um hospital militar para exame; os demais serão repatriados, com quartos isolados, testes de PCR na chegada e após sete dias, e monitoramento de temperatura.
- Previsão de mau tempo levou autoridades a pedir desembarque rápido, com possibilidade de seguir aos Países Baixos após o desembarque; a desinfecção da embarcação está prevista na Holanda.
O diretor-geral da OMS tranquilizou moradores de Tenerife diante da chegada, no domingo pela manhã, do cruzeiro MV Hondius, com casos de hantavírus. Três passageiros morreram desde o início do surto. A OMS afirma que o risco à saúde pública permanece baixo.
Tedros Adhanom Ghebreyesus enviou uma carta aos residentes da ilha para esclarecer a situação. O chefe da agência ressaltou que hantavírus não é Covid-19 e descreveu o surto como com transmissão tradicional por roedores. O texto também destacou que a avaliação não foi feita de forma leviana.
A Organização detalhou o plano de desembarque em Granadilla: os passageiros serão retirados em veículos selados e escoltados, sem contato com áreas residenciais, para repatriação aos seus países de origem. Famílias não terão contato com os viajantes durante o processo.
Operação de desembarque e repatriação
As autoridades espanholas informaram que o navio ficará a distância segura do cais, com desembarque por vias rápidas e, conforme a nacionalidade, por pequenos botes infláveis. Médicos farão triagens e cada caso será monitorado de perto.
O governo espanhol informou que 14 espanhóis receberão atendimento hospitalar militar, após avaliação, e o restante será repatriado. No hospital, passageiros ficarão em quartos isolados, sem visitas e com PCR na chegada e ao sétimo dia.
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, confirmou o protocolo de monitoramento ativo, incluindo registro de temperatura duas vezes ao dia, para detecção de sintomas. A operação busca minimizar riscos para a população local.
Coordenação internacional e avaliação de risco
Os EUA acionaram o CDC para reforçar a avaliação de risco. Epidemiologistas irão acompanhar o navio ao chegar às Canarias, com foco em passageiros americanos. O público em geral é considerado de risco extremamente baixo.
Um voo fretado com unidade de biocontenção deve transportar os cidadãos americanos de volta, segundo fontes próximas ao tema. O repatriamento envolve cooperação entre governos espanhol, holandês e americano.
O CDC informou que 17 passageiros dos EUA deverão seguir para Nebraska, onde fica a Unidade Nacional de Quarentena. Eles passarão por monitoramento domiciliar por até 42 dias, com checagens diárias..
A Holanda também será envolvida no desfecho logístico, com possível desinfecção da embarcação após o desembarque. A região pode indicar destino final da tripulação, conforme planejamento conjunto.
Situação climática e prazos previstos
Autoridades locais alertaram para a necessidade de evacuação rápida devido ao mau tempo previsto na semana seguinte. Ventos fortes e ondas agitadas podem acelerar o desembarque antes de terça-feira.
As previsões indicam tempo estável neste fim de semana em Tenerife, com piora no início da próxima semana, o que justifica a fase de desembarque e repatriação ainda neste período.
A oficina de resposta em Tenerife vê a operação como um teste de coordenação entre autoridades locais, nacionais e internacionais. O objetivo é manter a segurança das comunidades envolvidas.
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