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Putin celebra Dia da Vitória em meio a preocupações com a Ucrânia

Putin participa do Dia da Vitória em Moscou, em meio à ansiedade pelo desfecho da guerra na Ucrânia e desfile mais discreto, sem tanques na Praça Vermelha

Rússia marca Dia da Vitória com desfile militar em Moscou em 9 de maio de 2026 imagem estática tirada de um vídeo Kremlin.ru/Handout via REUTERS
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  • A Rússia realizou, neste sábado, o desfile do Dia da Vitória mais discreto em anos na Praça Vermelha, em meio a temores de ataque da Ucrânia.
  • O evento não contou com tanques ou grandes equipamentos em movimento; armas foram exibidas em telas gigantes nos locais e na TV estatal.
  • Entre as atrações estiveram o míssil balístico intercontinental Yars, o submarino nuclear Arkhangelsk, a arma a laser Peresvet, o caça Su-57, o sistema S-500 e drones.
  • O presidente Vladimir Putin assistiu sentado a veteranos, ao lado do Mausoléu de Lenin, enquanto soldados marchavam; tropas norte-coreanas também estiveram presentes.
  • Putin proferiu um discurso de oito minutos prometendo vitória na chamada operação militar especial na Ucrânia, em meio a segurança rígida em Moscou.

A Rússia realizou neste 9 de maio o desfile do Dia da Vitória mais contido dos últimos anos, em meio à apreensão sobre a evolução do conflito na Ucrânia. O evento ocorreu na Praça Vermelha, em Moscou, com a presença de autoridades, veteranos e tropas, sob forte aparato de segurança. A cerimônia celebrou a vitória soviética sobre a Alemanha nazista, incluindo a memória de 27 milhões de cidadãos mortos, entre eles muitos da Ucrânia.

Ao longo do evento, não houve a tradicional demonstração de tanques ou de grande parte do hardware militar de grande porte. Em vez disso, telas gigantes exibiram armas modernas, como o míssil balístico intercontinental Yars, o submarino nuclear Arkhangelsk, o laser Peresvet, o caça Su-57, o sistema S-500 e uma série de drones e artilharia. Soldados marcharam na Avenida do Kremlin, com veterans ao lado de Putin, que observava a parada a partir do Mausoléu de Lenin. Tropas norte-coreanas também participaram, conforme a organização do desfile.

Putin discursou por oito minutos, afirmando que a “grande façanha” da geração vitoriosa inspira as tropas envolvidas na operação russa na Ucrânia, classificada pelo Kremlin como operação militar especial. O presidente destacou a resistência frente a oponentes apoiados pela Otan e prometeu vitória. A cerimônia manteve o tom político habitual, sem leitura de mensagens externas ou convites a mudanças radicais no curso do conflito.

A segurança em Moscou permaneceu rígida. Imagens da Reuters mostraram militares em caminhonetes e vias centrais bloqueadas, em zona que abriga cerca de 22 milhões de habitantes, incluindo a região metropolitana. O desfile ocorreu em meio a uma atmosfera de ansiedade externa e internalizada pela população, com avaliações otimistas e críticas divergentes sobre o futuro do conflito.

Contexto estratégico e respostas internacionais cercam o feriado. O governo russo enfatiza a narrativa de resistência frente a adversários e a aliança ocidental, enquanto analistas observam impactos na economia, já afetada por sanções e pela trajetória do conflito. A cobertura de especialistas e fontes oficiais permanece com mensagens alinhadas ao discurso oficial, sem mudanças no formato tradicional de comemoração.

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