- O presidente Vladimir Putin, em Moscou, afirmou que “a vitória sempre foi e será nossa” durante o desfile do Dia da Vitória na Praça Vermelha; pela primeira vez em quase duas décadas, o evento não exibiu tanques nem equipamentos pesados.
- O Kremlin declarou cessar-fogo temporário com a Ucrânia para as celebrações, mas houve preocupação com possível ataque surpresa de Kiev.
- O desfile ocorreu apenas com fileiras de tropas e um sobrevoo de jatos; pela primeira vez, tropas da Coreia do Norte participaram.
- Autoridades russas alertaram que, se a Ucrânia interrompesse as festividades, haveria um ataque massivo com mísseis no centro de Kiev, e pediram que civis deixassem a cidade.
- Lideranças presentes depositaram flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, incluindo presidentes Lukashenko (Bielorrússia), Tokayev (Cazaquistão), Sisoulith (Laos) e Mirziyoyev (Uzbequistão); o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, participou, mas sem entregar flores.
O presidente russo Vladimir Putin participou do desfile do Dia da Vitória na Praça Vermelha, em Moscou, neste sábado, 9 de maio de 2026. A cerimônia, que celebra a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra, ocorreu sem a exposição de tanques e armamento pesado pela primeira vez em quase duas décadas, com foco em tropas e sobrevoo de caças.
O Kremlin informou a suspensão temporária de operações militares com a Ucrânia para as festividades, citando receios de ataques surpresa durante o evento. O desfile teve apenas colunas de tropas e o habitual apoio aéreo, sem a presença de equipamentos de combate pesados.
Pelo menos um novo elemento marcou a cerimônia: a participação de tropas da Coreia do Norte, em reconhecimento ao envio de soldados para atuar na linha de frente na Ucrânia. A presença norte-coreana reforça o caráter internacional do ato, em meio a tensões na região.
Putin usou o discurso para enfatizar a moral, a coragem e a unidade das forças russas. O líder também disse que a Rússia enfrenta uma coalizão ocidental que, segundo ele, sustenta a ofensiva contra o país. A retórica reforçou o tom de continuidade da resistência russa.
Após o discurso, líderes estrangeiros depositaram flores no Túmulo do Soldado Desconhecido. Entre eles estavam chefes de Estado da Bielorrússia, Cazaquistão, Laos, Ossétia do Sul, Sérvia e Abcásia, além de representantes de regiões alinhadas à Rússia.
A lista de convidados também incluiu o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, que participou do evento, mas não integrou a cerimônia de entrega de flores. O representante norte-coreano não teve divulgação de nome.
Segundo a organização Freedom House, alguns dos presentes — Lukashenko, Tokayev, Sisoulith e Mirziyoyev — são classificados como líderes de países não livres, conforme indicadores de direitos políticos. A classificação foi mencionada apenas para contexto analítico.
O Dia da Vitória corresponde ao 81º aniversário da rendição da Alemanha nazista na 2ª Guerra Mundial. Na Rússia, a data é marcada pela tradição do desfile e pela demonstração de poder militar, um marco histórico que persiste desde a era soviética.
Em 1945, o Exército Vermelho encerrou os combates com a tomada de Berlim e a rendição alemã foi assinada pouco depois. A celebração, porém, é hoje também um momento de leitura político-militar, com mensagens de defesa e soberania nacional.
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