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América Latina avança em energia limpa, mas enfrenta desindustrialização

América Latina avança em energia limpa, mas desindustrialização e metas da Agenda 2030 em risco desafiam o desenvolvimento até 2030

Painéis solares e turbinas eólicas representam o principal avanço da América Latina na Agenda 2030 e o ODS 7 é o destaque positivo da região
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  • Na América Latina e Caribe, apenas 40% das metas da Agenda 2030 têm potencial de ser alcançadas até 2030, com diferenças entre sub-regiões: 19% na América do Sul, 18% na América Central e 13% no Caribe.
  • O relatório aponta avanços significativos em energia limpa (ODS 7), com maior acesso à eletricidade e uso de fontes renováveis, com o Brasil em posição de liderança.
  • Ainda assim, há entraves estruturais que alimentam desindustrialização, com baixo investimento em pesquisa e desenvolvimento, lacunas logísticas e perda de competitividade industrial e tecnológica.
  • ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) não teve nenhuma meta integralmente atingida na região até o momento.
  • O estudo defendem que o progresso precisa vir acompanhado de uma agenda econômica estruturada e cooperação multissetorial para enfrentar desigualdades históricas e consolidar a transição energética.

A América Latina e o Caribe avançam de forma desigual na Agenda 2030. Dados do Fórum de Desenvolvimento Sustentável, realizado em Santiago, Chile, mostram avanços na energia limpa, mas entraves estruturais prejudicam o ritmo regional. O encontro reuniu governos, ONU, setor privado, academia e sociedade civil.

O relatório apresentado indica ritmo desigual entre sub-regiões. Na América do Sul, apenas 19% das metas dos ODS avançaram. Na América Central são 18%, e no Caribe, 13%. Globalmente, 40% das metas podem ser alcançadas até 2030.

Além disso, 39% dos indicadores da América Central, 41% da América do Sul e 45% do Caribe aparecem estagnados ou em retrocesso, sinalizando desafios estruturais comuns. O problema central envolve o ODS 9, de Indústria, Inovação e Infraestrutura.

O texto aponta que ainda não há meta integralmente atingida pelo ODS 9 na região, sugerindo desindustrialização, baixos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, lacunas logísticas e perda de competitividade industrial.

Para o presidente do Instituto Selo Social, Fernando Assanti, o quadro reflete desafios históricos. Fatores como juros altos, crédito restrito, aumento de importações e ausência de política industrial integrada impactam o desenvolvimento.

O ODS 7, que trata de Energia Limpa e Acessível, é destacado como principal ponto positivo. A região avança no acesso à eletricidade e na participação de fontes renováveis, com o Brasil liderando esse processo, segundo o relatório.

Especialistas alertam para a necessidade de maior eficiência energética e de consolidar a transição energética para cumprir metas até 2030. O fortalecimento da indústria precisa acompanhá-las, dizem analistas.

Assanti aponta que o desafio é combinar avanços em energia limpa com uma agenda econômica estruturada. Sem política industrial integrada, o crescimento pode ficar aquém e ampliar desigualdades.

O Fórum destacou ainda a importância de integração entre políticas públicas, investimentos e cooperação internacional. O documento final apresenta recomendações sobre finanças, comércio, digitalização e inclusão social, entre outros temas.

Segundo pesquisadores, o caminho para a Agenda 2030 na região depende de inovação, articulação multissetorial e decisões estruturais capazes de enfrentar desigualdades históricas. Iniciativas ESG devem ganhar relevância estratégica.

Progresso setorial e desafios

  • ODS 7: Energia limpa avançou, com melhoria no acesso à eletricidade e uso de renováveis, especialmente no Brasil.
  • ODS 9: Indústria, Inovação e Infraestrutura permanece sem metas plenamente alcançadas, indicando necessidade de política industrial integrada.
  • Desafios comuns: financiamento, logística, crédito, competição internacional e desenvolvimento industrial estável.

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