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Cessar-fogo com Irã respira por aparelhos, diz Trump

Trump rejeita contraproposta iraniana e diz que o cessar-fogo respira por aparelhos; avalia retomar a escolta naval em Hormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo no Oriente Médio “respira por aparelhos” após rejeitar a contraproposta do Irã para encerrar a guerra.
  • Trump disse que avalia retomar as escoltas navais no estreito de Hormuz, mas ainda não tomou decisão.
  • O republicano classificou a proposta iraniana como “totalmente inaceitável” e disse que não há acordo em vias de 0.
  • A escalada no estreito de Hormuz elevou as preocupações globais com o abastecimento de petróleo; o presidente-executivo da Saudi Aramco disse que, mesmo com a reabertura, levaria meses para o mercado se reequilibrar.
  • O Irã propôs o fim imediato da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, suspensão do bloqueio naval e fim das sanções, enquanto Netanyahu afirmou que a guerra não terminará até destruir as instalações nucleares iranianas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira 11 que o cessar-fogo no Oriente Médio “respira por aparelhos” após rejeitar a contraproposta do Irã para encerrar a guerra. A declaração ocorreu na Casa Branca e envolve a recente negociação para encerrar o conflito na região. Ele também sinalizou a possibilidade de retomar a escolta naval no estreito de Hormuz, sem ter tomado decisão definitiva.

Trump descreveu a atual trégua, vigente desde 8 de abril, como frágil e comparou o quadro a um paciente em estado terminal. A rejeição iraniana ocorreu no fim de semana, mantendo o impasse sobre um acordo que encerre ações militares entre as partes. A posição americana acentua as dificuldades diplomáticas em torno do acordo regional.

Mudança de tom e contexto

O mandatário afirmou não estar sob pressão externa e reiterou a promessa de obter vitória sobre o Irã, destacando divergências entre facções iranianas. Questionado sobre novas negociações, ele citou a existência de facções moderadas e radicais no governo de Teerã. A menção sugere oportunidade de futuras tratativas, embora não haja confirmação de novos encontros.

AFox News informou que o governo analisa reativar a escolta de petroleiros no Estreito de Hormuz, foco de tensões regionais. A ideia, denominada Projeto Liberdade, foi iniciada em 6 de maio e suspensa pouco depois, diante do agravamento dos embates e do risco de falha no acordo.

Impactos econômicos e internacionais

A escalada do conflito elevou as expectativas de atraso na normalização do estreito de Hormuz para o comércio global. O executivo Amin Nasser, da Saudi Aramco, afirmou que o choque energético é o maior já visto e que a normalização do mercado pode levar meses, podendo se estender até 2027 caso a reabertura seja adiada.

Paralelamente, Teerã propôs encerrar a guerra de forma ampla, incluindo o Líbano, suspender o bloqueio naval dos EUA, garantir não haver ataques e encerrar sanções, como restrições à venda de petróleo. Israel, por sua vez, afirmou que a guerra só termina com a destruição de instalações nucleares iranianas.

Perspectivas e comércio internacional

À frente de uma viagem à China, Trump indicou que o tema dominará a agenda externa do governo. Observadores destacam que a crise já provocou alerta humanitário, com o estreito de Hormuz afetando fornecimento de hidrocarbonetos e fertilizantes, o que pode repercutir globalmente. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos com cautela.

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