- No primeiro trimestre de 2026 foram registradas 1,697 milhão de casamentos na China, queda de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025, o nível mais baixo em uma década e cerca de metade de 2017.
- O recuo reforça preocupações com uma crise demográfica, já que o matrimônio está atrelado ao registro de nascimento e ao acesso a benefícios ligados à criação de filhos.
- Em 2025, a China teve o quarto ano consecutivo de redução populacional, com a taxa de natalidade em mínimo histórico; o governo anunciou medidas para incentivar a natalidade, como apoio à educação infantil e redução de custos médicos.
- Entre os fatores estão a herança da política de filho único até 2015, mudanças no estilo de vida, desequilíbrio entre homens e mulheres, alto desemprego e queda da população em idade fértil.
- Dados do censo de 2020 apontam que 61% das crianças nasceram de mulheres entre 20 e 30 anos; esse grupo tende a encolher para 37 milhões em 2050, e a parcela de mulheres solteiras entre 25 e 29 anos subiu de 9% em 2000 para 43% em 2023.
A China registrou 1,697 milhão de uniões no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Ministério de Assuntos Civis. A queda de 6,2% no número de casamentos ocorreu em comparação com o mesmo período de 2025, reforçando preocupações sobre a crise demográfica. Os casais chineses costumam registrar o casamento antes de ter filhos.
O registro de matrimônios é considerado indicador da fertilidade no país. O texto destaca que o matrimônio está ligado a benefícios ligados ao nascimento e à criação de filhos. O recuo acentua pressões sobre políticas públicas voltadas a estímulos familiares e econômicos.
Dados de 2025 já indicavam queda da população pela quarta vez consecutiva, com natalidade em nível historicamente baixo. Pequim adotou medidas para incentivar a natalidade, incluindo apoio à creche, redução de custos médicos do parto e subsídios familiares.
Causas e impactos
- Fatores demográficos ajudam a explicar o cenário, como a herança da política do filho único, encerrada em 2015, e o desequilíbrio entre oferta de homens e mulheres.
- Além disso, o desemprego elevado e o envelhecimento populacional estendem o desafio de manter taxas de casamento estáveis.
- A composição etária das mulheres também influencia, já que o censo de 2020 mostrou queda do grupo entre 20 e 30 anos, faixa que tende a encolher nos próximos anos.
A pesquisa de instituições estrangeiras cita um efeito no “mercado de casamentos”: custos elevados do dote e a exigência de moradia para o casal. Especialistas apontam que mudanças culturais, educação e independência financeira também reduzem a incidência de casamentos formais.
Entre aspectos socioculturais, registros apontam o aumento do número de solteiras entre 25 e 29 anos. Em 2000, esse grupo representava 9%, e 2023 já alcançava 43%, com tendência de alta. O contexto é visto como parte de uma transformação demográfica mais ampla.
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