- Delcy Rodríguez irá à Corte Internacional de Justiça, em Haia, representar a Venezuela na disputa pelo Essequibo contra a Guiana.
- A região, que ocupa cerca de 160.000 quilômetros quadrados, abriga grandes reservas de petróleo e é alvo de disputa desde o século XIX.
- A contenda ganhou impulso em 2015, com descobertas de petróleo pela ExxonMobil.
- A Venezuela afirma ser a única detentora do título sobre o território e defende direitos históricos.
- A quarta audiência pública da CIJ sobre o caso está marcada para esta segunda-feira, após três sessões anteriores.
Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, representa o país nesta segunda-feira na Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia. O objetivo é defender a pretensão sobre a região do Essequibo, território disputado com a Guiana.
A audiência faz parte de uma disputa antiga entre os dois países. A área corresponde a cerca de 160 mil km², com grande potencial de petróleo, segundo informações oficiais. A CIJ já realizou três sessões públicas desde maio, com a quarta e última prevista para hoje.
Desde que assumiu o poder após acontecimentos envolvendo os EUA, Delcy tem mantido atuação restrita no exterior, com viagens anteriores a Granada e Barbados. A representação na CIJ marca uma participação relevante da Venezuela no tema.
Contexto histórico
A Venezuela reivindica o Essequibo com base em argumentos históricos e em tratados antigos. A Guiana sustenta que a fronteira foi definida por um laudo arbitral de 1899, ratificado por instituições internacionais, incluindo a CIJ. A controvérsia reconfigura as relações entre os dois países desde o século XIX.
A região em disputa abrange grande parte do território guianense e está ligada a reservas petrolíferas expressivas, o que intensifica o interesse estratégico de ambas as partes. O caso é considerado decisivo para o futuro político e econômico de ambos os Estados.
Desfecho esperado
A decisão final depende dos argumentos apresentados pela Venezuela na CIJ e de eventuais evidências apresentadas pela Guiana. A comunidade internacional observa o andamento do processo, que pode redefinir fronteiras reconhecidas no mapa regional.
A Venezuela afirma manter o direito histórico sobre o território e busca respaldo jurídico para sustentar sua posição. A Guiana, por sua vez, defende a integralidade de suas fronteiras conforme delimitadas ao longo do tempo.
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