- Obra de arte instalada no National Mall, em Washington, D.C., critica os esforços da administração Trump na continuidade da guerra dos EUA com o Irã.
- A peça é criada pelo grupo anônimo The Secret Handshake e fica no D.C. War Memorial, intitulada Operation Epic Furious: Strait To Hell.
- O trabalho simula um jogo de arcade com retratos de Trump, Kash Patel, Pete Hegseth e outras figuras, além de citações de discursos e posts no Truth Social.
- A placa junto à instalação afirma a ideia de que a guerra é promovida como videogame e que o jogo apresentado é uma sátira ultrapatriótica sobre o tema.
- Existe uma versão jogável online da obra, e a referência a obras anteriores de crítica a guerras envolvendo os EUA também é mencionada.
A instalação artística que critica a gestão de Donald Trump chegou ao National Mall, em Washington, D.C. O projeto, revelado no Memorial da Guerra de D.C., apresenta um jogo de arcade que satiriza a condução de políticas de guerra.
Criada pelo coletivo anônimo The Secret Handshake, a obra intitula-se Operation Epic Furious: Strait To Hell. O design imita um game de arcade com imagens de Trump, do diretor do FBI Kash Patel e do secretário de Guerra Pete Hegseth, entre outros.
A peça utiliza retratos dos protagonistas, além de citações de discursos e trechos de postagens na Truth Social. A apresentação fica exposta publicamente no Memorial da Guerra, área de acesso ao público no centro da capital.
Segundo o grupo, a instalação descreve a forma como o governo dos EUA tem promovido a guerra por meio de conteúdo de vídeo game. A obra argumenta ainda que os clipes não são apenas críticos, mas parte de uma estratégia de propaganda.
A Secret Handshake descreveu à ARTnews que, na visão deles, a administração Trump tratou a guerra como jogo, usando imagens de entretenimento para promover o conflito com o Irã. A peça busca evidenciar uma suposta desconexão entre a retórica e a realidade.
A intervenção faz alusão a outras obras sobre conflitos envolvendo os EUA, como Bomb Iraq, de Cory Arcangel, criada em 2005. A relação é apresentada como referência histórica na crítica teatral de guerras americanas.
Quem não puder visitar o local pode acessar também uma versão jogável da obra on-line, disponível no site oficial do projeto. O objetivo é ampliar o alcance da crítica além do espaço público.
Entre os elementos da jogabilidade, a equipe menciona batalhas de tweet, problemas como torneios de água e críticas a temas como DEI e até a figura do Papa. Os criadores afirmam que apenas perderiam pontos ao tentar segurar a mão de Melania Trump.
A instalação permanece no Memorial da Guerra, com a possibilidade de espectadores interagirem pelo ambiente físico ou pela versão digital. A obra integra a linha de ações artísticas que questionam a narrativa de segurança nacional.
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