- Lula recebeu Michelle Bachelet no Planalto em 11 de maio para tratar da candidatura à secretaria-geral da ONU.
- O Planalto manteve o apoio brasileiro à candidatura, mesmo após o Chile retirar o endosso oficial em março; Brasil e México são os principais articuladores.
- Bachelet tem experiência como ex-presidente do Chile, dirigiu a ONU Mulheres e foi alta comissária de Direitos Humanos.
- A disputa envolve quatro candidatos, entre eles dois latino-americanos: Bachelet e Rebeca Grynspan; o argentino Rafael Grossi também participa.
- A escolha não passa pela Assembleia Geral e depende de ao menos nove votos entre quinze no Conselho de Segurança; o mandato começa em 1º de janeiro de 2027.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu Michelle Bachelet no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira, 11 de maio. A reunião tratou da candidatura da ex-presidente chilena à secretaria-geral da ONU e de temas da agenda internacional.
Bachelet tem passagem pela presidência do Chile, por dois mandatos, chefiou a ONU Mulheres e atuou como alta comissária de Direitos Humanos. Lula reforçou, em rede social, que a trajetória dela a credencia para liderar a ONU.
O Brasil e o México permanecem como principais apoiadores da candidatura, mesmo após o Chile retirar o endosso institucional em março, durante a gestão de José Antonio Kast. A posição brasileira é de continuidade do apoio.
Planalto aponta que a candidatura fortalece o discurso de Lula sobre reformas na ONU e na governança global, com ênfase em institucionalidade e direitos humanos. A expectativa é ampliar a participação latino-americana na organização.
Candidatura e cenário na ONU
Estão na disputa quatro candidatos para a liderança da ONU, três deles latino-americanos: Bachelet, o argentino Rafael Grossi e a costa-riquenha Rebeca Grynspan. Macky Sall, do Senegal, também é apontado como possível representante africano.
A escolha não ocorrerá na Assembleia Geral, mas no Conselho de Segurança, onde ao menos nove dos 15 votos são necessários. EUA, China, Rússia, Reino Unido e França possuem poder de veto.
O novo secretário-geral assumiria o cargo em 1º de janeiro de 2027, conforme calendário da organização, com o objetivo de promover mudanças propostas pela agenda internacional.
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