- Dois soldados de Israel foram punidos por uma foto em que um deles coloca cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria no sul do Líbano; o soldado retratado pegou 21 dias de prisão militar e quem tirou a foto, 14 dias.
- A imagem foi amplamente divulgada nas redes sociais, mostrando o soldado abraçando a estátua com o cigarro próximo à boca.
- A porta-voz do Exército, tenente-coronel Ariella Mazor, afirmou que o episódio contraria os valores das Forças Armadas e foi tratado com máxima gravidade.
- O caso ocorre durante a ofensiva israelense contra o Hezbollah no sul do Líbano, área onde o Exército mantém atuação e controla uma faixa de cerca de dez quilômetros ao longo da fronteira.
- Nas últimas semanas, militares israelenses foram alvo de críticas por ataques a símbolos cristãos na região, como o caso de abril em Debl; Mazor disse que as Forças Armadas respeitam a liberdade religiosa e os símbolos de todas as religiões.
O Exército de Israel informou nesta segunda-feira (11) que puniu dois soldados após a divulgação de uma foto em que um deles coloca um cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria, no sul do Líbano. O caso ocorreu nas últimas semanas.
O soldado que aparece na imagem recebeu 21 dias de prisão militar, enquanto o responsável por capturar a foto foi condenado a 14 dias. Comandantes da região também foram investigados, segundo o comunicado das Forças Armadas.
A imagem circulou amplamente nas redes sociais e mostra o soldado abraçando a estátua com o cigarro próximo à boca da imagem religiosa. A porta-voz das Forças Armadas, tenente-coronel Ariella Mazor, afirmou que o episódio contraria os valores esperados e foi tratado com máxima gravidade.
Israel mantém uma ofensiva contra o Hezbollah no sul do Líbano desde a escalada da guerra na região. O Exército ocupa parte do território libanês e controla uma faixa de cerca de 10 km ao longo da fronteira, conforme o relatório oficial.
Nas últimas semanas, militares israelenses foram alvo de críticas por ataques a símbolos cristãos na região. Em abril, dois soldados receberam 30 dias de detenção e foram afastados de funções de combate após destruírem uma estátua de Jesus em Debl, conforme divulgado na época.
A situação ocorre no contexto de tensões na região. Mazor ressaltou que as Forças Armadas respeitam a liberdade religiosa, locais sagrados e símbolos de todas as religiões, conforme a nota oficial.
O Exército divulgou ainda, no mês anterior, um mapa com a nova linha de posicionamento no Líbano, que avançaria vários quilômetros para dentro do território libanês a partir da fronteira, com o objetivo de criar uma zona de segurança.
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