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Tropas israelenses condenadas por desrespeito a estátua de Maria no Líbano

Dois soldados israelenses serão punidos com prisão militar por desfigurar a imagem de Nossa Senhora e fotografar o ato; as penas são consideradas incomuns

The soldier who put the cigarette in the statue’s mouth was jailed for 21 days, and the one who took the photograph for 14.
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  • Dois soldados israelenses serão presos por semanas em prisão militar por desecração de objeto cristão: um colocou cigarro na boca da estátua da Virgem Maria no Líbano e o outro fotografou a cena.
  • O soldado que posou ficará 21 dias, e o que fotografou ficará 14 dias, conforme anunciado pelo Exército de Israel.
  • O porta-voz Lt. Col. Ariella Mazor afirmou que o incidente é visto com grande severidade e que o Exército respeita liberdade de religião e símbolos sagrados de todas as comunidades.
  • O caso é o mais recente em série de atos denunciados como antiprogresso cristão; dias antes, houve condenação internacional a soldado que empunhou um machado contra uma estátua de Jesus em Debel, no sul do Líbano.
  • O conflito no sul do Líbano envolve forças de Israel em operação contra o Hezbollah desde início de março, e há preocupações com deslocados devido à fragilidade do cessar-fogo.

Dois soldados israelenses serão enviados a prisão militar por desrespeito a objeto religioso após um deles colocar um cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria no sul do Líbano, e o outro ter feito a fotografia do ato. A divulgação da imagem que mostra o soldado com o cigarro na boca viralizou, gerando grande reação pública.

A acusação configura desrespeito a símbolos religiosos, segundo o Exército de Israel, que informou as sanções. O soldado que posou para a foto ficará 21 dias detido; o que fotografou, 14 dias. A instituição afirma ter tratado o caso com severidade.

O porta-voz do Exército, tenente-coronel Ariella Mazor, afirmou em X que o episódio violou princípios de liberdade de culto e respeito a locais sagrados de todas as religiões e comunidades. A nota enfatizou o compromisso da instituição com a proteção de símbolos religiosos.

O incidente ocorreu em meio a tensões contínuas no sul do Líbano, onde forças israelenses atuam desde a ofensiva iniciada no conflito com o Hezbollah. A operação ampliou a preocupação com a proteção de civis e com a violência religiosa na região.

Historicamente, cristãos representam cerca de um terço da população libanesa, estimada em 5,5 milhões. O novo episódio sucede imagens de um soldado israelense empunhando um machado contra uma estátua de Jesus crucificado em Debel, que também gerou condenação internacional e interna.

Organizações de monitoramento de conflitos destacam preocupações com denúncias de conduta de militares na região, observando que muitos casos não são plenamente investigados ou resultam em arquivamentos. A situação em torno do cessar-fogo permanece delicada, com receios de deslocamentos prolongados.

Fonte: Associated Press contribuiu para a apuração. As informações sobre o papel do Exército de Israel e as consequências legais são oficiais e não refletem opiniões.

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