- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o acordo de cessar-fogo com o Irã está em “life support” (maior apoio vital) e que não há acordo para encerrar a guerra.
- Os dois países não chegaram a um entendimento, e combates voltaram a ocorrer no estreito de Hormuz.
- O Irã enviou uma proposta que enfatiza a sua soberania sobre o estreito e prevê reparações de guerra, reconhecendo o que chamou de rendição aos termos dos EUA na proposta norte-americana.
- O desejo de reabrir o tráfego marítimo e reduzir o programa nuclear do Irã continua sob impasse, com ataques recentes na região e interceptação de drones.
- Os preços do petróleo subiram no início da semana de negociações após o fracasso das tratativas, com o Brent em queda/alta após as notícias (valores citados: Brent ~104,50 dólares o barril, WTI ~98,48 dólares).
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o cessar-fogo com o Irã está “em condição crítica” e que as negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio não avançaram. A tensão persiste no Estreito de Hormuz, onde há retomada de confrontos.
Trump afirmou, durante evento na Casa Branca, que a proposta iraniana recente não atende aos seus termos e que as delegações ainda não chegaram a um acordo. O governo americano já tinha encerrado uma rodada de propostas para encerrar o conflito e reabrir o estreito, além de revisar o programa nuclear do Irã.
A situação agrava o risco de escalada militar na região, com impactos sobre o tráfego marítimo e os preços de energia global. O U.S. propôs o fim dos combates e a restauração do tráfego, associando diminuição de atividades do Irã no seu programa nuclear.
Cenário no Golfo e reações internacionais
O Irã reforçou a defesa de sua soberania sobre o Estreito de Hormuz e condicionou eventuais negociações a garantias de seus direitos. Autoridades iranianas sugerem que, caso haja cooperação entre potências, o diálogo não significa fraqueza.
Fontes internacionais mencionam que países europeus estão avaliando ações para manter a liberdade de navegação após as recentes hostilidades. França afirma que não planeja presença militar permanente, mas que apoia medidas de segurança provisórias para normalizar o tráfego.
Em declaração pública, o presidente francês disse que a missão internacional já reuniu dezenas de países para facilitar a retomada do trânsito marítimo assim que as condições permitirem, com coordenação entre Irã, EUA e demais na região.
Netanyahu e o foco regional
Em entrevista aos norte-americanos, o primeiro-ministro de Israel afirmou que a guerra ainda não acabou e sugeriu que o material nuclear iraniano poderia ser recuperado militarmente, caso necessário. Ele ressaltou que não divulgaria detalhes de meios, mas indicou a possibilidade de atuação.
Netanyahu também comentou sobre o apoio dos EUA a Israel e indicou interesse em reduzir a dependência financeira de suas forças armadas. A entrevista ocorreu em meio a debates nos Estados Unidos sobre o apoio internacional a Israel.
Cenário econômico: petróleo em alta
O preço do petróleo subiu no início da semana de negociações após a piora nas negociações. O Brent manteve valorização expressiva, atingindo patamar próximo de 104 dólares por barril, e o WTI também registrou ganhos.
A elevação ocorre mesmo com a passagem de uma embarcação que transporta gás natural liquefeito pelo Estreito de Hormuz, marcando uma exceção positiva para o tráfego na região. Analistas apontam incertezas sobre o ritmo das negociações como fator principal da alta.
Contribuição: Reuters
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