- O cessar-fogo entre os EUA e o Irã chegou a um momento crítico, após Trump dizer que o acordo está em “suporte de vida” e rejeitar a contra-proposta iraniana.
- O Irã exige fim do bloqueio naval, alívio nas sanções e manter certo controle sobre o Estreito de Ormuz; Teerã não recuou nessas demandas.
- Trump não confirmou retomada de ataques, mas analisa a possibilidade de retomar a escolta de navios pelo estreito; reunião com a equipe de segurança nacional ocorreu nesta segunda-feira.
- O preço do petróleo subiu, com o Brent encerrando em torno de US$ 104 por barril; governo avalia isenção temporária de imposto sobre gasolina.
- Em Ormuz, navios enfrentam bloqueio, o Irã distribuiu submarinos da classe Ghadir para atuar na região; alguns navios conseguiram passagem, outros recuaram.
O cessar-fogo entre os EUA e o Irã atingiu um ponto crítico nesta segunda-feira (11), quando o presidente Donald Trump classificou a contra-proposta de Teerã como “lixo” e disse que ainda nem terminou de ler o texto. A declaração foi feita a jornalistas no Salão Oval.
A negociação envolve uma proposta de paz dos EUA apresentada na semana passada. O Irã respondeu exigindo o fim do bloqueio naval, alívio nas sanções e manutenção de controle parcial sobre o tráfego pelo Estreito de Ormuz, segundo fontes familiarizadas com o assunto.
Trump não informou se há planos de retomar ataques contra o Irã, apesar de ter sinalizado a possibilidade de escolta de navios pelo estreito em entrevista à Fox News. Em contrapartida, afirmou que uma solução diplomática ainda é “muito possível”.
Desdobramentos e impactos
Autoridades próximas ao tema indicam que Teerã insiste no fim imediato dos combates, inclusive no Líbano, onde Israel atua contra o Hezbollah. O conflito já dura 10 semanas e provoca tensões regionais e impactos no preço do petróleo.
À vista, o Brent fechou perto de US$ 104 por barril, conforme dados de mercado citados pela imprensa. O governo americano avalia medidas para aliviar a alta de energia, incluindo a possível isenção temporária de impostos sobre gasolina.
Contextos e próximos passos
O Irã ampliou a presença militar no Golfo com submarinos da classe Ghadir, considerados guardiões de Ormuz, segundo a agência Tasnim. O estreito permanece quase bloqueado, limitando exportações de petróleo e gás natural liquefeito.
A reunião de segurança nacional em Washington, com participação de assessores do presidente, discutiu a viabilidade de retomar ações militares ou de avançar com nova rodada de negociações. Ainda não houve anúncio de acordo entre as partes.
O conflito tem repercussões internacionais, incluindo relações com a China, com encontro entre Trump e Xi Jinping previsto ainda para esta semana. O cenário afeta mercados, energia e a geopolítica da região.
— Com colaboração de fontes e agências.
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