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Trump diz que cessar-fogo EUA-Irã está em suporte de vida

Cessar-fogo EUA-Irã entra em momento crítico; Trump rejeita proposta iraniana, a classifica como lixo e mantém opção de retomar ações, com alta do petróleo

Trump não indicou se os Estados Unidos retomariam ataques militares contra o Irã, como havia ameaçado anteriormente. (Foto: Aaron Schwartz/Sipa/Bloomberg)
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  • O cessar-fogo entre os EUA e o Irã chegou a um momento crítico, após Trump dizer que o acordo está em “suporte de vida” e rejeitar a contra-proposta iraniana.
  • O Irã exige fim do bloqueio naval, alívio nas sanções e manter certo controle sobre o Estreito de Ormuz; Teerã não recuou nessas demandas.
  • Trump não confirmou retomada de ataques, mas analisa a possibilidade de retomar a escolta de navios pelo estreito; reunião com a equipe de segurança nacional ocorreu nesta segunda-feira.
  • O preço do petróleo subiu, com o Brent encerrando em torno de US$ 104 por barril; governo avalia isenção temporária de imposto sobre gasolina.
  • Em Ormuz, navios enfrentam bloqueio, o Irã distribuiu submarinos da classe Ghadir para atuar na região; alguns navios conseguiram passagem, outros recuaram.

O cessar-fogo entre os EUA e o Irã atingiu um ponto crítico nesta segunda-feira (11), quando o presidente Donald Trump classificou a contra-proposta de Teerã como “lixo” e disse que ainda nem terminou de ler o texto. A declaração foi feita a jornalistas no Salão Oval.

A negociação envolve uma proposta de paz dos EUA apresentada na semana passada. O Irã respondeu exigindo o fim do bloqueio naval, alívio nas sanções e manutenção de controle parcial sobre o tráfego pelo Estreito de Ormuz, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

Trump não informou se há planos de retomar ataques contra o Irã, apesar de ter sinalizado a possibilidade de escolta de navios pelo estreito em entrevista à Fox News. Em contrapartida, afirmou que uma solução diplomática ainda é “muito possível”.

Desdobramentos e impactos

Autoridades próximas ao tema indicam que Teerã insiste no fim imediato dos combates, inclusive no Líbano, onde Israel atua contra o Hezbollah. O conflito já dura 10 semanas e provoca tensões regionais e impactos no preço do petróleo.

À vista, o Brent fechou perto de US$ 104 por barril, conforme dados de mercado citados pela imprensa. O governo americano avalia medidas para aliviar a alta de energia, incluindo a possível isenção temporária de impostos sobre gasolina.

Contextos e próximos passos

O Irã ampliou a presença militar no Golfo com submarinos da classe Ghadir, considerados guardiões de Ormuz, segundo a agência Tasnim. O estreito permanece quase bloqueado, limitando exportações de petróleo e gás natural liquefeito.

A reunião de segurança nacional em Washington, com participação de assessores do presidente, discutiu a viabilidade de retomar ações militares ou de avançar com nova rodada de negociações. Ainda não houve anúncio de acordo entre as partes.

O conflito tem repercussões internacionais, incluindo relações com a China, com encontro entre Trump e Xi Jinping previsto ainda para esta semana. O cenário afeta mercados, energia e a geopolítica da região.

— Com colaboração de fontes e agências.

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