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UE impõe sanções a colonos israelenses por violência na Cisjordânia

União Europeia aprova sanções a colonos israelenses pela violência na Cisjordânia, em resposta ao aumento de ataques e à pressão por mudanças

Israeli settlers set fire to two vehicles and a Bedouin tent south of Nablus in one attack last month
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  • Os 27 ministros das Relações Exteriores da União Europeia aprovaram novas sanções contra assentados israelenses por violência na Cisjordânia ocupada.
  • A lista inclui sete assentados ou organizações, com possível inclusão de mais representantes do Hamas; nomes citados Are Daniella Weiss, Nachala e Regavim, entre outros.
  • A medida acompanha aumento de ataques de colonos desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, conforme registro das Nações Unidas.
  • Mudanças no governo da Hungria desbloquearam as sanções, encerrando meses de atraso alimentados pelo ex-primeiro-ministro Viktor Orban.
  • Israel reagiu criticando a decisão como arbitrária e política, enquanto o bloco ainda realiza trabalhos técnicos e legais antes da implementação formal.

O Conselho de Ministros de Exterior da União Europeia aprovou, na segunda-feira, novas sanções contra israelenses, em resposta ao aumento da violência contra palestinos na Cisjordânia ocupada. A medida envolve sete indivíduos ou organizações de colonos, além de represálias a membros vinculados ao Hamas. A decisão ainda depende de etapas técnicas para entrar em vigor.

A UE destacou que houve elevações de ataques de colonos desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. A violência ocorre em áreas da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, territórios reivindicados pelos palestinos para um estado futuro. O bloco busca responsabilizar quem apoia ou facilita a expansão de assentamentos.

Kaja Kalas, chefe de política externa da UE, afirmou que é hora de passar do impasse à ação. O fim do atraso na aprovação foi possível após mudança de governo na Hungria, rompendo a oposição do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán, aliado de Israel.

Reações internacionais

O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, mencionou redes sociais que a UE sancionaria organizações que apoiam a colonização extremista da Cisjordânia. O ministro de Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, qualificou a decisão como arbitrária e política.

Israel afirma que continuará defendendo o direito de judeus de se estabelecerem no que considera território ancestral. Governos israelenses têm permitido e incentivado o crescimento dos assentamentos, com aumento acentuado desde 2022.

Detalhes das sanções e próximos passos

A UE informou que o bloqueio envolve sete indivíduos ou organizações e que podem haver mais listagens de representantes do Hamas. Entre as entidades citadas estão Nachala, Regavim, HaShomer Yosh e Amana, associadas à promoção ou apoio a assentamentos.

Entre os nomes mencionados pela imprensa israelense, estaria Daniella Weiss, reconhecida por alguns como mentora do movimento de colonos, já sancionada pelo Reino Unido. Extensões dependem de aprovação final de gabinetes nacionais da UE.

Contexto regional

A população israelense de assentamentos soma cerca de 700 mil pessoas em cerca de 160 comunidades desde 1967. A ONU registrou mais de 1.800 ataques de colonos em 2025, com incidentes frequentemente envolvendo destruição de propriedades e violência contra palestinos.

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