- A União Europeia aprovou nova rodada de sanções contra colonos israelenses e organizações que apoiam assentamentos na Cisjordânia, a terceira desde 2024.
- As medidas também miram líderes do Hamas, conforme anunciam autoridades da UE.
- O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, afirmou que atos extremistas devem cessar; a chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, disse que houve sinal verde para sancionar colonos pela violência contra palestinos.
- O governo de Israel reagiu, com o ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, chamando a decisão de arbitrária e defendendo o direito de Israel ao território.
- A decisão ocorreu durante reunião do Conselho de Assuntos Exteriores em Bruxelas, em meio a escalada de violência na Cisjordânia desde outubro de 2023, com pelo menos 1.155 palestinos mortos, cerca de 11.750 feridos e quase 22 mil presos.
Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira uma nova rodada de sanções direcionadas a colonos israelenses e a organizações que apoiam atividades de assentamento na Cisjordânia ocupada. A medida é a terceira desde 2024 e visa obras associadas à colonização da região. A decisão ocorreu em Bruxelas, durante reunião do Conselho de Assuntos Exteriores.
A UE também ampliou sanções a líderes do Hamas, segundo informações atribuídas a autoridades comunitárias. O objetivo, segundo a chefe da política externa, é punir extremismos e violences que, na visão da instituição, dificultam a solução de dois estados. A decisão reforça o compromisso da UE com ações firmes diante de violações associadas aos assentamentos.
Kaja Kallas, presidente da Comissão Europeia, confirmou o apoio à sanção de colonos israelenses pela violência contra palestinos, afirmando que extremismos têm consequências. A declaração foi publicada no X, plataforma onde reiterou que a União busca um reatamento do impasse com ações estruturais.
Gideon Sa’ar, ministro das Relações Exteriores de Israel, classificou a medida como arbitrária e politicamente motivada. Segundo ele, sancionar cidadãos israelenses por opiniões políticas cria um precedente negativo e iguala cidadãos a terroristas, o que considera inaceitável.
A decisão acontece no contexto da escalada de violência na Cisjordânia desde o início da guerra entre Israel e Gaza, em outubro de 2023. Autoridades palestinas apontam growth de assassinatos, prisões, demolições de casas e expansão de assentamentos na região.
Dados das autoridades palestinas indicam que, desde o início do conflito, mais de 1.155 palestinos foram mortos na Cisjordânia ocupada, cerca de 11.750 ficaram feridos e quase 22 mil foram presos, segundo números oficiais. As autoridades destacam impactos diretos sobre civis e desalojamentos na área.
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