- Agências anticorrupção da Ucrânia acusam Andriy Yermak, ex-chefe de gabinete de Zelensky, em um esquema de lavagem de dinheiro de US$ 10,5 milhões ligado a um empreendimento imobiliário de luxo perto de Kyiv.
- O advogado de Yermak diz que as acusações são infundadas; o tribunal anticorrupção analisa o pedido de fiança de US$ 4 milhões para o ex-assessor. Zelensky não foi citado nominalmente.
- As investigações integram a operação chamada “Midas”, que tem destacado a atuação das agências anticorrupção durante a guerra.
- O caso ocorre em meio a escândalos anteriores envolvendo o ex-parceiro de Zelensky na mídia e tensões sobre corrupção, impactando a imagem do governo no esforço de guerra.
- Pesquisas mostram apoio estável a Zelensky entre a população, mas parte da opinião pública vê a corrupção como ameaça maior ao país do que a guerra, segundo institutos locais.
O Escritório Nacional de Anticorrupção da Ucrânia (NABU) ampliou, nesta segunda-feira, as ações contra o círculo próximo ao presidente. Andriy Yermak, ex-chefe de gabinete de Volodymyr Zelensky, foi acusado formalmente de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro de 10,5 milhões de dólares ligado a um empreendimento imobiliário de luxo perto de Kiev. Zelensky não foi citado nominalmente.
A denúncia ocorre em meio a uma operação chamada Midas, que vem dominando a cena política ucraniana durante a guerra. Yermak, aos 54 anos, é figura-chave do governo desde a ascensão de Zelensky. O tribunal analisa pedido de fiança de 4 milhões de dólares para o ex-assessor.
O advogado de Yermak afirmou que as acusações são infundadas. O caso é acompanhado de perto por autoridades, que citam o histórico de alianças do presidente com o ex-assessor. Zelensky não comentou publicamente o infortúnio envolvendo o antigo aliado.
As revelações se somam a outro escândalo antigo envolvendo o setor de energia, ligado a Timur Mindich, ex-parceiro de negócios de Zelensky, que provocou dúvidas sobre a integridade institucional em meio à guerra. Mindich está fora do país.
Mindich teria sido alvo de transcrições de conversas divulgadas pela imprensa e por parlamentares da oposição. As transcrições não foram verificadas de forma independente pela Reuters. Umerov, chefe da segurança nacional, foi citado como testemunha da operação.
Ainda segundo fontes, Mindich discutia com outros interlocutores, incluindo referências a pessoas próximas a Zelensky. Explicações oficiais destacam que Zelensky, ainda que envolvido na gestão pública, não está sob investigação formal no momento.
Em Washington, a relação entre combate à corrupção, ajuda externa e esforços de paz permanece estratégica. O governo ucraniano sustenta que o combate à corrupção é crucial para manter apoio internacional. A reprovação de gestores públicos é acompanhada de perto pela opinião pública.
Entre os analistas, a avaliação é de que o caso pode impactar a credibilidade de Zelensky a longo prazo, especialmente em cenários eleitorais, mesmo que não haja risco imediato ao governo em pleno gabinete. A análise aponta para efeitos reputacionais duradouros.
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