- A União Europeia decidiu excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026.
- O governo brasileiro afirmou ter recebido a decisão com surpresa e que adotará medidas para manter as exportações ao bloco europeu.
- O chefe da delegação brasileira junto à União Europeia tem reunião marcada para 13 de maio com autoridades sanitárias da UE para esclarecer os motivos da exclusão.
- A decisão foi tomada após votação em um comitê da Comissão Europeia, com base em regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária.
- As exportações brasileiras continuam ocorrendo normalmente até setembro, e o governo ressalta o sistema sanitário nacional e o histórico de cerca de 40 anos de fornecimento à UE.
O governo brasileiro informou nesta terça-feira 12/5 que pretende reverter a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de exportadores de produtos de origem animal para consumo humano. A medida da UE passa a valer em 3 de setembro de 2026.
Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disseram ter recebido a decisão com surpresa e anunciaram que adotariam todas as medidas para manter as exportações ao bloco.
Segundo o comunicado, o chefe da delegação brasileira junto à União Europeia já tem reunião marcada para quarta-feira 13/5 com autoridades sanitárias do bloco. O objetivo é esclarecer os motivos da exclusão do Brasil da lista de autorizados.
Medidas em curso
Apesar da decisão, o governo afirmou que as exportações seguem ocorrendo normalmente e que as restrições passam a valer apenas a partir de setembro. A expectativa é esclarecer as causas da decisão junto aos representantes europeus.
O governo também defendeu o sistema sanitário nacional e ressaltou o histórico de exportações agropecuárias para a UE. O texto destaca que o Brasil possui um sistema sanitário robusto e reconhecido internacionalmente, com cerca de 40 anos de fornecimento ao mercado europeu.
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