- Navio russo Ursa Major afundou no Mar Mediterrâneo, cerca de 60 milhas do litoral espanhol, em 23 de dezembro de 2024, após explosões a bordo, transportando peças de reatores nucleares.
- A embarcação daria destino à Coreia do Norte e poderia conter componentes de dois reatores nucleares, embora o transporte de combustível atômico não tenha ficado totalmente confirmado.
- O capitão informou às autoridades espanholas a existência de peças de reatores; o governo afirmou ter incerteza sobre o transporte de combustível nuclear e que o navio reduziu a velocidade antes do pedido de ajuda, após três detonações que causaram a morte de dois marinheiros.
- Houve atividade militar na região após o naufrágio: o navio russo Ivan Gren disparou sinalizadores e houve quatro explosões; sinais sísmicos compatíveis com detonações foram registrados na Espanha e aviões dos EUA sobrevoaram a área.
- Observações de detecção nuclear com o detector WC135-R estiveram no local em agosto de 2025 e fevereiro de 2026; a empresa Oboronlogistics afirma ter ocorrido ataque terrorista dirigido, enquanto autoridades ainda buscam esclarecimentos sobre as circunstâncias.
Um cargueiro russo afundou no Mar Mediterrâneo após sofrer explosões a bordo. A embarcação Ursa Major transportava peças de reatores nucleares e estava a cerca de 60 milhas náuticas da costa da Espanha. O incidente ocorreu em 23 de dezembro de 2024, segundo a CNN Internacional.
A embarcação era de propriedade da estatal russa Oboronlogistics e contava com equipamentos descritos como componentes de dois reatores nucleares semelhantes aos usados em submarinos. O governo espanhol informou que o capitão reconheceu a presença desses itens, mas não confirmou transporte de combustível atômico.
Segundo autoridades espanholas, o cargueiro reduziu velocidade em águas territoriais, pediu ajuda e, no dia seguinte, mudou de curso. Houve três detonações que provocaram a morte de dois tripulantes. Em seguida, o navio enviou sinal de emergência.
Desdobramentos militares e ambientais
A CNN informou que o navio russo Ivan Gren, responsável pela escolta, disparou sinalizadores vermelhos e, pouco depois, ocorreram quatro explosões. A Rede Sísmica Nacional da Espanha registrou sinais compatíveis com detonações, possivelmente de minas submarinas ou pedreiras.
Registros de tráfego aéreo indicaram aviação militar dos EUA sobre a área em duas ocasiões. Um modelo WC135-R, para detecção de partículas nucleares, esteve no local em 28 de agosto de 2025 e 6 de fevereiro de 2026.
Versões oficiais e investigações
A Oboronlogistics informou que o navio foi alvo de um ataque e mencionou avarias na estrutura. Dias depois, a empresa afirmou tratar-se de uma ação terrorista direcionada e descreveu o convés como repleto de fragmentos de metal. As autoridades seguem sem confirmação oficial sobre as causas do naufrágio.
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