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Catar denuncia chantagem de Teerã no Estreito de Ormuz; EUA e Irã seguem travados

Irã rejeita propostas e acusa chantagem dos EUA, realiza exercícios militares, elevando tensões no Estreito de Ormuz sem avanço de acordo

Num cruzamento de Teerã, um cartaz anti-americano retratando Donald Trump e o Estreito de Ormuz, em 8 de maio de 2026.
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  • O governo do Irã rejeita alterar suas propostas para encerrar a guerra na região, afirmando que os EUA não têm alternativa senão aceitar os direitos do povo iraniano.
  • O negociador-chefe do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou pela rede X que qualquer outra abordagem seria malsucedida.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a trégua está “sob assistência respiratória” após a resposta iraniana ao último rascunho do acordo.
  • O Irã exige o fim da guerra, a suspensão do bloqueio aos portos e a liberação de ativos congelados; Washington afirma não aceitar essas condições.
  • A Guarda Revolucionária realizou exercícios militares em Teerã, com foco em prontidão de combate diante de possíveis hostilidades, segundo a imprensa estatal.

O Catar acusa Teerã de chantagem no Estreito de Ormuz, enquanto as negociações de paz entre EUA e Irã permanecem travadas. O governo iraniano descartou, nesta terça-feira, mudanças em suas propostas para encerrar o conflito no Oriente Médio. A mensagem foi veiculada pelo negotiador-chefe Mohammad Bagher Ghalibaf, via X.

Ghalibaf afirmou que os Estados Unidos não têm alternativa senão aceitar os direitos do povo iraniano, sob a justificativa de que qualquer outra abordagem fracassaria. O tom constou em publicação na rede social, sem indicação de flexibilização das demandas. As demandas do Irã incluem fim da guerra, suspensão de bloqueios aos portos e liberação de ativos congelados.

Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a trégua no conflito estaria em condições críticas, reagindo ao rascunho de acordo apresentado. O Irã exige o fim da hostilidade, além de desbloqueio de portos e ativos, condição que Trump tem rejeitado.

Chantagem em Ormuz

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abderrahmane Al Thani, informou ter ido a Washington para apoiar esforços de paz entre Irã e EUA. A denúncia catarina sustenta que o Irã não deve usar o Estreito de Ormuz para pressionar as monarquias do Golfo, que mantêm o trânsito estratégico de petróleo sob controle iraniano desde o início do conflito, em fevereiro.

Um alto oficial da Guarda Revolucionária, Mohammad Akbarzadeh, sinalizou que o Irã redefinirá a definição do Estreito de Ormuz. Segundo ele, a passagem passa a ser encarada como uma ampla zona operacional sob domínio iraniano.

Tensão regional segue com operações e trocas de ataques

De olho nos desdobramentos, Israel intensifica a ofensiva no Líbano, mesmo com o cessar-fogo vigente. A Agência Nacional de Informação libanesa informou a morte de seis pessoas em bombardeio contra Kfar Dounine, no sul do país, ocorrido na véspera.

Na outra ponta, o líder do Hezbollah, Naïm Qassem, afirmou que o desarmamento da organização não faz parte das negociações atuais com Israel, e que a batalha contra as forças israelenses pode se intensificar. Brasil e outras fontes internacionais acompanham o desdobramento com atenção às implicações regionais.

As informações são da AFP.

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