- Ministérios das Relações Exteriores da China e do Paquistão discutiram, em 12/05, a necessidade de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã antes da visita de Trump a Pequim.
- O chanceler paquistanês Ishaq Dar e o ministro chinês Wang Yi trataram dos desdobramentos da crise no Oriente Médio e de esforços de mediação.
- Wang Yi elogiou o papel de Islamabad como mediador nas negociações entre Washington e Teerã.
- Os dois lados destacaram a importância de manter um cessar-fogo duradouro e de garantir a passagem normal pelo Estreito de Ormuz.
- A reunião entre Trump e Xi Jinping, em Pequim, ocorre em meio a temas como Irã, Taiwan, comércio, semicondutores, terras raras e segurança no Indo-Pacífico.
Nesta terça-feira, 12/5, ministros das Relações Exteriores do Paquistão e da China discutiram a necessidade de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, antes da visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim. O diálogo ocorreu por meio de comunicado do governo paquistanês.
Segundo o texto oficial, o chanceler paquistanês Ishaq Dar manteve conversa com o ministro chinês Wang Yi sobre desdobramentos da crise no Oriente Médio e esforços para destravar negociações entre Washington e Teerã. Wang Yi elogiou o papel de Islamabad como mediador.
O Paquistão ressaltou a importância de manter um cessar-fogo duradouro e garantir a passagem normal pelo Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o tráfego de petróleo. A conversa ocorreu dias antes do encontro entre Trump e Xi Jinping em Pequim, com temas adicionais incluindo Taiwan, comércio e segurança no Indo-Pacífico.
Desdobramentos diplomáticos
Pequim é visto como possível mediador para reduzir tensões entre EUA e Irã, aliados históricos de Teerã. O Estreito de Ormuz permanece como foco, dada a sua relevância para o abastecimento mundial de petróleo. O tema deve integrar a pauta do encontro entre Trump e Xi, conforme anúncio do governo chinês.
Os dois países costumam manter canais abertos para facilitar negociações, ainda que as negociações entre Washington e Teerã estejam travadas. O comunicado não detalha posições específicas adotadas por cada parte, limitando-se a destacar a cooperação entre Pequim e Islamabad.
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