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CIA intensifica operações contra cartéis no México

CIA amplia operações letais no México contra cartéis, com participação direta de agentes e controvérsia legal entre México e EUA

Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês)
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  • Em março, uma explosão numa rodovia próxima à cidade do México matou Francisco Beltrán, acusado de ser membro de nível médio do Cartel de Sinaloa, e seu motorista.
  • Fontes dizem à CNN que o ataque foi premeditado e facilitado por agentes da CIA, com um dispositivo explosivo escondido no veículo.
  • A reportagem aponta uma campanha ampliada da CIA no México para desmantelar redes de cartéis, com participação direta de alguns agentes em operações fatais.
  • A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse que não pode haver agentes de instituições americanas atuando em território mexicano, e questionou a atuação da CIA no país.
  • O episódio levanta questions sobre legalidade, coordenação entre EUA e México e o alcance de operações da CIA na região.

O serviço de inteligência dos EUA intensificou ações encobertas contra cartéis no México, em especial contra redes inseridas em diversas regiões do país. A informação aponta para operações que vão além de cooperação de informações, envolvendo ações táticas diretas.

Em março, um carro que transportava um alegado membro do Cartel de Sinaloa explodiu em uma via movimentada perto da Cidade do México, ceifando a vida de Francisco Beltrán, conhecido como El Payín, e de seu motorista. A explosão ocorreu à luz do dia, na rodovia, e vídeos mostram o veículo em chamas enquanto segue pela estrada.

Segundo fontes à CNN, Beltrán era identificado como membro de nível médio do cartel. A Procuradoria do Estado do México informou à CNN que havia um dispositivo explosivo oculto no veículo. O ataque é descrito como premeditado e parte de uma campanha maior da CIA, liderada pela Divisão Terrestre, para desmantelar redes de cartéis entrincheiradas.

Fontes inseridas no tema dizem que a operação faz parte de uma ofensiva ampliada para eliminar lideranças e desintegrar estruturas de cartéis, incluindo o aprofundamento na identificação de vulnerabilidades que permitam alvejar membros de escalões inferiores. O envolvimento da CIA varia entre compartilhamento de informações, apoio logístico e participação direta em ações letais.

A divulgação, baseada em apurações da CNN, aponta que agentes americanos já participaram diretamente de ataques contra membros de cartéis desde o ano passado, com foco maior em integrantes de médio escalão. As autoridades mexicanas ressaltam riscos estratégicos, incluindo a possibilidade de retaliações que cruzem a fronteira.

Em resposta, autoridades mexicanas, como a presidenta Claudia Sheinbaum, destacaram que não houve autorização ou coordenação prévia com o governo mexicano para operações envolvendo agentes estrangeiros em território nacional. Sheinbaum mencionou que a presença de agentes estrangeiros poderia violar leis de segurança nacional e pediu cautela para evitar incidentes semelhantes.

As autoridades do México estudam o enquadramento legal dessas atividades, que, segundo especialista, pode exigir cooperação explícita entre níveis federais para que operações conjuguem interesses de ambas as nações. Analistas observam que a cooperação entre EUA e México já se intensificou, sobretudo após decisões de Trump de ampliar o uso de ações de força contra cartéis.

O episódio reacende debates sobre limites de atuação de agências estrangeiras no México e a transparência sobre a participação de EUA em operações contra narcotráficos. Especialistas destacam que a relação bilateral permanece complexa, com desconfianças presentes em diferentes esferas do governo mexicano.

Além do caso de Beltrán, surgem relatos sobre uma estratégia mexicana de cooperação com a CIA para desarticular redes inteiras de cartéis, buscando não apenas líderes, mas também pontos vulneráveis da organização criminosa. O esforço envolve colaboração entre autoridades federais e regionais, com diferentes níveis de confirmação pública.

A CNN aponta que, desde o segundo mandato de Trump, houve pressão para ampliar o papel da CIA na região, com reconhecimento público de operações que possam ter natureza letal. O governo americano afirma que as ações visam interromper cartéis transnacionais, especialmente nos laços com o Caribe e a América Central.

Autoridades mexicanas dizem manter cautela quanto à divulgação de detalhes operacionais. O tema permanece sensível, dada a tensão entre autoridades dos dois países e as implicações legais de atuar em território estrangeiro sem autorização formal.

Fonte: apuração da CNN, com informações de fontes ligadas ao governo mexicano e aos serviços de inteligência norte-americanos.

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