- A LOT Polish Airlines acionou a Boeing na Justiça, alegando ocultação de problemas de segurança relacionados ao jato 737 MAX durante a escolha da aeronave em 2016.
- O julgamento de danos financeiros, iniciado em 2021, ocorreu em Seattle e envolve supostas perdas de receita após a suspensão mundial dos voos do 737 MAX em 2019.
- Segundo a acusação, a Boeing enganou a Administração Federal de Aviação (FAA) sobre a extensão do sistema MCAS e as dificuldades nos testes de voo para evitar treinamento extenso dos pilotos.
- A LOT afirma que, sem esse treinamento, teria sido mais caro para clientes migrar para concorrentes como a família A320. A companhia também manteve a operação da aeronave até a suspensão mundial.
- AJET: o MCAS foi apontado como fator nos acidentes que mataram 346 pessoas (Lion Air, 2018; Ethiopian Airlines, 2019); reguladores autorizam retorno da aeronave 20 meses após a suspensão, com alterações no sistema e treinamento adicional.
A LOT Polish Airlines, da Polônia, apresentou novas acusações contra a Boeing em um processo por danos. O julgamento teve audiência em Seattle, nos EUA, nesta segunda-feira (11). A aérea afirma que a fabricante ocultou problemas de segurança do 737 MAX antes da compra em 2016.
Segundo a acusação, a Boeing teria enganado a FAA sobre a extensão do sistema MCAS e as dificuldades de testes de voo, para evitar treinamentos extensivos para pilotos de modelos anteriores. A LOT sustenta que tal estratégia reduziu custos para a Boeing.
A LOT diz ter tido perdas de receita após a suspensão mundial do 737 MAX em 2019, após dois acidentes fatais que mataram 346 pessoas. O litígio por danos teve início em 2021 e continua em andamento.
Aerolíneas envolvida afirma que, antes do acordo, engenheiros da Boeing buscavam corrigir uma falha no nariz do jato, durante negociações com a LOT. A LOT manteve a aeronave em operação até a suspensão global dos voos.
O MCAS foi apontado como elemento central nos acidentes do voo 610 da Lion Air (2018) e do voo 302 da Ethiopian Airlines (2019). Executivos da Boeing garantiram, publicamente, a segurança do MAX após o primeiro acidente.
Entre na conversa da comunidade