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Conflito com o Irã pode deixar viagem de Trump à China menos calorosa que em 2017

Laços com o Irã e tensões tarifárias podem tornar mais contido o encontro entre Trump e Xi, mesmo com cerimônias de protocolo

O presidente americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping participam de uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, em Pequim, em 9 de novembro de 2017
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  • Trump chega a Pequim na noite de quarta-feira, 13, e terá reunião a sós com Xi, seguida de visitas ao Templo do Céu.
  • O pagamento de uma cerimônia de boas-vindas, banquete de Estado e encontros com Xi acontecem antes de chá e almoço na sexta-feira.
  • O tema central envolve a criação de um novo Conselho de Comércio para manter o diálogo econômico entre os dois países.
  • As relações sino-americanas são impactadas por laços entre Pequim e Teerã e por tensões tarifárias herdadas do primeiro mandato de Trump.
  • Analistas destacam que a visita pode ter menos pompa do que em 2017, devido ao ambiente tenso e à necessidade de negociar resultados concretos.

Trump visita a China em meio a tensões com Irã e disputas comerciais, que podem deixar o encontro menos festivo que a primeira passagem do presidente dos EUA pela China. A viagem ocorre na semana em que Pequim mantém laços econômicos próximos a Teerã e enfrenta tarifas discutidas desde o primeiro mandato de Trump. O clima diplomático, portanto, é de cautela, mesmo com a expectativa de diálogo.

A delegação norte-americana chega a Pequim na noite de quarta-feira, horário local. Na quinta, Trump participa de cerimônia de boas-vindas e tem reunião privada com Xi Jinping. A agenda inclui visita ao Templo do Céu e um banquete de Estado, conforme informado pela Casa Branca.

A Casa Branca detalhou que os temas incluem a criação de um Conselho de Comércio para manter o diálogo econômico, com foco em energia, aeroespacial e agricultura. Pequim afirmou que está disposta a ampliar a cooperação com os EUA com base na igualdade e no respeito mútuo.

Analistas destacam que a comparação com a visita de 2017 mostra menos pompa neste momento, devido às tensões atuais. Especialistas apontam que Xi tem compreensão diferente de Trump e que, possivelmente, o desempenho econômico unilateral influenciará as negociações.

Ao longo de 2024, há expectativa de encontros entre os dois líderes em março, em novembro e outubro, caso a agenda permita. A análise aponta ainda que o contexto eleitoral americano pode condicioná-los a avanços graduais em temas comerciais e estratégicos.

Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que Pequim busca cooperação estável com os EUA e que a diplomacia entre Xi e Trump é crucial para a estabilidade global. Em Washington, a avaliação é de que a relação bilateral continua sendo elemento central da política externa.

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