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Cristão morre após forçado a trabalhar em esgoto no Paquistão

Cristão paquistanês morre após ser forçado a trabalhar em esgoto da Autoridade de Água e Saneamento (WASA); denúncia de coerção, terceirização e riscos

Paquistão: cristão morre após ser forçado a trabalhar no esgoto
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  • Shabbir Masih, cristão de 33 anos, morreu na madrugada de 7 de maio ao inalar gases tóxicos enquanto trabalhava em esgoto operado pela Autoridade de Água e Saneamento, em canal de cerca de 7,6 metros de profundidade.
  • A viúva informou que ele havia se recusado a realizar o serviço nos três dias anteriores, e que funcionários da WASA foram à casa da família na noite anterior para levá-lo ao trabalho.
  • Masih desceu ao local acompanhado de outro trabalhador cristão, Sanwal; entraram em água contaminada em cerca de 1,5 metro. Os gases tóxicos afetaram rapidamente os dois; Masih morreu e Sanwal ficou grave, recebendo alta no dia seguinte.
  • A família acusa a WASA de obrigar Masih a realizar a tarefa, enquanto a instituição nega responsabilidade, dizendo que ele atuava como terceirizado.
  • O caso reacende denúncias de discriminação contra cristãos no saneamento paquistanês, com relatos de trabalho sem treinamento adequado e proteção, além de uso frequente de contratos temporários e terceirização.

O cristão Shabbir Masih, 33 anos, morreu na madrugada de 7 de maio após inalar gases tóxicos enquanto trabalhava em um esgoto operado pela Autoridade de Água e Saneamento (WASA). O acidente ocorreu em um canal com cerca de 7,6 metros de profundidade.

A viúva relata que Masih havia se recusado a realizar o serviço nos três dias anteriores, considerando o trabalho extremamente perigoso. Segundo ela, funcionários da WASA foram à residência da família na noite anterior e o forçaram a entrar no esgoto.

Masih desceu ao local acompanhado por outro trabalhador cristão, identificado como Sanwal. Os dois entraram em cerca de 1,5 metro de água contaminada. Gases tóxicos teriam afetado rapidamente os trabalhadores, levando Masih à morte no local.

Sanwal foi socorrido em estado grave e hospitalizado, recebendo alta no dia seguinte, conforme relatos da família. O corpo de Masih foi retirado do esgoto e deixado na estrada, segundo a viúva.

Responsabilização e versão das autoridades

Representantes da WASA teriam orientado a família a recolher o corpo, alegando que a situação não era responsabilidade da instituição. A WASA afirmou não ter responsabilidade pela morte e classificou o trabalhador como terceirizado.

A família contesta a prática de obrigar Masih a executar o serviço, apontando riscos graves. A denúncia envolve discriminação contra trabalhadores cristãos no setor de saneamento paquistanês, segundo organizações de direitos humanos.

Contexto e impacto

Cristãos, que representam menos de 2% da população, aparecem em grande parte nos empregos de limpeza urbana e esgoto. Relatos indicam treinamento insuficiente e falta de equipamentos de proteção para muitos trabalhadores.

Dados do Centro para a Justiça Legal indicam ao menos 40 mortes de cristãos entre 2011 e 2023 em acidentes de bueiros e esgotos no país. O uso de contratos temporários e terceirização é citado por defensores como forma de reduzir garantias e dificultar responsabilização.

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