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Cuba adota novos preços de combustíveis, bloqueio americano pressiona oferta

Cuba fixa preços variáveis de combustíveis a partir de quinze de maio, refletindo custos de importação diante do bloqueio dos EUA e da escassez

Pessoas marcham carregando uma bandeira nacional gigante de Cuba durante uma manifestação do Dia do Trabalho em Havana, Cuba
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  • Cuba vai anunciar preços variáveis para combustíveis nos postos a partir de quinze de maio, refletindo os custos de importação, com variação entre fornecedores, transporte, rotas, seguros e oscilações de mercado.
  • A medida ocorre em meio ao bloqueio dos Estados Unidos, que tem pressionado a oferta de gasolina e diesel na ilha; nos últimos dias, combustíveis sumiram quase por completo dos postos estatais em Havana.
  • O governo informou que já existem alternativas de importação em moeda estrangeira, mas não especificou quem está importando nem como chega o combustível.
  • México e Venezuela, que eram grandes fornecedoras, não enviaram combustível desde a ordem executiva de Trump em janeiro de 2026; os EUA haviam permitido, em exceção, fornecimento para o setor privado cubano.
  • O preço atual da gasolina premium é de US$ 1,30 por litro e o diesel, US$ 1,10 por litro; no mercado paralelo, os valores variam entre US$ 8 e US$ 10 por litro.

O governo cubano anunciou a adoção de preços variáveis para combustíveis nos postos a partir de 15 de maio, com tabelas definidas pelo fornecedor, custos de transporte, seguros e riscos de mercado. A medida visa refletir os custos reais de importação na Ilha.

A mudança ocorre em meio ao bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos, que vem pressionando a oferta. Em Havana, dois semanas de quase ausência de gasolina e diesel nos postos estatais ajudaram a acelerar a decisão.

Segundo o Ministério de Finanças e Preços, os preços serão divulgados publicamente e podem variar de um posto para outro, conforme as condições de cada fornecedor. O governo afirma que múltiplos atores já atuam na importação em moeda estrangeira.

A adoção de novas regras ocorre após medidas de fevereiro que liberaram a importação privada de combustível, independentemente do Estado. O ministério não detalhou quem são os importadores nem as rotas de entrega.

Até março, fornecedores americanos enviaram combustível para empresas privadas cubanas, sob uma exceção dos EUA para o setor privado. O Departamento de Estado sustenta que esse material é destinado apenas a esse segmento.

O preço anterior da gasolina premium em Havana era de US$ 1,30 por litro, e o diesel saía por US$ 1,10. O abastecimento, porém, continuava limitado e com forte racionamento desde o início do ano.

Enquanto o mercado formal sofre, o preço no paralelo oscila entre US$ 8 e US$ 10 por litro, muito acima do poder de compra da maioria dos cubanos. Analistas observam impacto direto na mobilidade e nos serviços públicos.

Especialistas da ONU apontaram, na semana passada, que o embargo de combustível é ilegal e prejudica direitos básicos, como alimentação, saúde, água e educação, reforçando críticas internacionais ao bloqueio.

Contexto econômico

Trump disse publicamente nesta terça que Cuba está pedindo ajuda e que haverá conversa, sem detalhes sobre planos dos EUA. O presidente americano não confirmou abordagem específica e partiu para a China.

A Casa Branca não forneceu informações adicionais sobre negociações com Cuba. Representantes do Departamento de Estado também não comentaram o tema até o fechamento desta edição.

O governo cubano mantém comunicação com parceiros comerciais para ampliar fontes de importação. Não houve confirmação de novas parcerias ou de impactos diretos sobre o preço ao consumidor.

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