- Em 2025, deslocamentos internos por conflito ou violência chegaram a 32,3 milhões, 60% acima de 2024 e, pela primeira vez, superiores aos causados por desastres naturais (29,9 milhões).
- O total de pessoas deslocadas no ano foi de 82,2 milhões, a segunda maior marca já, com queda em relação a 2024, mas ainda em patamar alto.
- Mais de oitenta e seis por cento dos deslocamentos de 2025 ocorreram devido a conflitos; os restantes foram provocados por desastres naturais.
- Sudão, Colômbia, Síria, Iêmen e Afeganistão concentraram quase metade das deslocações; Sudão teve o maior número pelo terceiro ano consecutivo.
- Irã e a República Democrática do Congo responderam por dois terços dos deslocamentos provocados por violência em 2025, com quase metade dos casos associados a conflitos armados internacionais.
Em 2025, deslocamentos internos por conflito ou violência atingiram recorde, ultrapassando pela primeira vez os causados por desastres. Ao fim de 2025, 32,3 milhões de deslocados internos foram motivados por violência, 60% a mais que em 2024.
O total de deslocados internos no mundo foi de 82,2 milhões em 2025, segundo o IDMC. Esse número fica atrás apenas do pico histórico de 2024, que registrou 83,5 milhões. Deslocamentos totais somaram 62,2 milhões no ano.
O relatório aponta que mais de 83% dos deslocados de 2025 fugiram por conflitos e violência; o restante saiu por desastres naturais. Países-chave aparecem repetidamente entre os maiores fluxos, com forte concentração regional.
Sudão, Colômbia, Síria, Iêmen e Afeganistão concentraram quase metade dos deslocados provocados por conflitos. O Sudão lidera pela terceira vez, seguido por outros países com cenários prolongados de violência.
Apenas dois componentes respondem por grande parte das deslocações: 46% das internações ocorreram em contextos de conflitos armados internacionais, quase o dobro do registrado em 2024. Irã e RD Congo somaram cerca de dois terços das deslocações por violência.
O IDMC alerta que as cifras não representam avanço real, visto que retornos forçados, infraestrutura destruída e pressões sociais e ambientais persistem. O tema exige soluções duradouras para proteção de civis.
Tracy Lucas, diretora do IDMC, ressaltou que muitos deslocados permanecem em situação de vulnerabilidade, com sistemas de proteção enfraquecidos. O relatório indica que alguns indivíduos são deslocados duas ou até três vezes.
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