- O senador Marcos Pontes alerta que o Brasil corre o risco de tratar terras-raras como “nova soja” se não investir em ciência e tecnologia.
- Segundo ele, as três principais commodities brasileiras — soja, petróleo e minério de ferro — somam mais de 30% das exportações, totalizando mais de sessenta por cento do total exportado.
- Pontes critica a condução do Ministério da Ciência e Tecnologia pela atual titular, Luciana Santos, citando problemas fiscais e a necessidade de definir prioridades.
- Ele defende que investimentos em ciência e tecnologia são estratégicos para ampliar a exploração de recursos e reduzir a dependência de commodities na pauta de exportações.
- O senador afirma apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro, destacando que tem informado sobre o tema e manifestando desejo de retornar ao ministério, desde que haja centros de excelência e controle de gastos públicos.
Marcos Pontes afirma que o Brasil corre o risco de tratar terras-raras como uma nova soja, caso não haja investimento em tecnologia. Em entrevista ao Poder360, ele defende mudança na visão estratégica do país para evitar a dependência de commodities.
Atualmente, soja, petróleo e minério de ferro são os três principais itens da pauta exportadora brasileira. Juntos, respondem por mais de 30% do total das exportações, enquanto as commodities somam mais de 60% dovalor.
Pontes, ex-ministro da Ciência e Tecnologia (2019-2022), acompanha o tema com cautela e questiona a condução da pasta pela atual titular, Luciana Santos. Ele cita o recorte fiscal como principal entrave e a necessidade de definir prioridades.
Ele também afirma que tem apoiado a candidatura de Flávio Bolsonaro com informações sobre o setor, defendendo que o investimento em ciência e tecnologia pode ampliar a exploração de recursos e reduzir a dependência de commodities.
A visão de Pontes é de que investimentos em ciência e tecnologia são estratégicos, não acessórios. O ex-ministro afirma que gostaria de retornar à gestão da pasta, caso haja decisão presidencial, e sinaliza que o país precisa de centros de excelência conectando universidades, institutos e centros de pesquisa.
Para avançar, o senador recomenda redução de impostos, cortes de gastos e maior controle fiscal. Pontes diz que o governo deve priorizar a qualidade do serviço público e destacar a ciência como prioridade, em vez de manter estruturas ministeriais excessivas.
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