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Deslocamentos internos por guerras atingem recorde em 2025, aponta relatório

Deslocamentos internos por guerras atingem recorde em 2025: 32,2 milhões, alta de 60% frente a 2024, com Sudão liderando o total

Moradores deslocados do sul do Líbano retornam para suas casas de carro após o acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano. 17/04/2026 - (Mohammad Abushama/Anadolu/Getty Images)
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  • Em 2025, deslocamentos internos por conflitos ou violência chegaram a 32,2 milhões, alta de 60% em relação a 2024.
  • Pela primeira vez, esse total supera o fluxo causado por desastres naturais, que ficou em 29,9 milhões.
  • Quase metade (46%) dos deslocamentos por violência foram provocados por confrontos internacionais.
  • No total, 82,2 milhões de pessoas foram deslocadas, sendo 62,2 milhões internamente; o Sudão continua no topo da lista.
  • O relatório aponta novas guerras, como no Irã, e o agravamento de conflitos existentes como principais fatores do recorde, além de dificuldades na proteção das pessoas deslocadas.

O número de deslocamentos internos provocados por conflitos ou violência atingiu nível recorde em 2025, segundo relatório do Centro de Monitoramento de Deslocamento Interno (IDMC). Foram 32,2 milhões de movimentações forçadas, alta de 60% ante o ano anterior. Pela primeira vez, esse total supera o fluxo causado por desastres naturais, estimado em 29,9 milhões.

O documento aponta que, no total, 82,2 milhões de pessoas foram deslocadas em 2025, sendo 62,2 milhões internamente. A queda em relação a 2024 indica menor uso de dados ou mudanças nas fontes em 15% dos países analisados. O Sudão segue liderando, com o maior contingente de deslocados pelo terceiro ano consecutivo.

Aumento de novos conflitos e agravamento de guerras existentes contribuíram para o recorde. Entre os fatores, destaca-se o início de hostilidades no Irã, em 28 de fevereiro, associado a ações de potências como os Estados Unidos e Israel. Além disso, 46% dos deslocamentos ligados à violência tiveram origem em confrontos internacionais, quase o dobro do registrado anteriormente.

Principais números

Deslocamentos totais chegaram a 82,2 milhões, com 62,2 milhões ocorrendo internamente. A queda na comparação anual decorre de dados insuficientes ou de retornos parciais a países como Sudão, República Democrática do Congo e Síria. O Sudão permanece no topo da lista de países com mais deslocados, pelo terceiro ano consecutivo.

O relatório também alerta que muitas famílias retornam a casas destruídas ou a serviços ausentes, dificultando o retorno estável. Autoridades e organizações humanitárias monitoram fluxos contínuos de deslocamento, que não se restringem a um único movimento. Em diversos casos, pessoas são deslocadas repetidamente ao longo dos anos.

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